CONSCIÊNCIA DO NUNCA

Cabisbaixo, ele ousa e sonha
Catando seus castelos de areia
Desde os mais simples, como pizza
Até os mais complexos, como netos

Ele ousa, sonha e chora
E divaga com os castelos mar afora
Noite adentro.

Mas ousadia finda e o choro fica
E tudo acaba
Simples gesto
Fecha seus olhos e diante dele está
Um corvo de Poe, de vento rarefeito
Que lambe os seus sonhos, seus castelos
E grasna a terna e ácida palavra:
— Nunca! Nunca! Nunca mais!

E nesse instante o corvo lhe bica
A ousadia finda, mas o choro fica

 
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