Lira dos vinte anos (Álvares de Azevedo)



LIRA DOS VINTE ANOS

A obra de Álvares de Azevedo é toda de divulgação póstuma. Maneco mal teve tempo de escrevê-la, quanto mais de organizá-la para publicação. Em 1853, o seu amigo Domingos Jacy Monteiro, seguindo as intenções do autor, que deixara anotações para a publicação em alguns cadernos, organiza o primeiro volume das “Obras de Manuel Antônio Álvares de Azevedo”. Com o título de Poesias, o livro traz a primeira versão de Lira dos Vinte Anos, dividido em duas partes, mas sem os seus respectivos prefácios, e incluindo apenas os poemas até “É Ela! É Ela! É Ela! É Ela!”. A partir da edição organizada por Joaquim Norberto de Sousa e Silva, em 1873, foi acrescida uma terceira parte ao livro. E assim, a cada edição a obra se modificava.


A versão do livro que hoje temos como definitiva foi organizada por Homero Pires para a edição da Obras Completas de Álvares de Azevedo da Companhia Editora Nacional, em 1942. Ela é composta por um “Prefácio” geral à obra (Texto 1); uma “Dedicatória” à mãe do poeta; a Primeira Parte, composta por 33 poemas que vão de “No Mar” a “Lembrança de Morrer” (Texto 4); a Segunda Parte, com o seu “Prefácio” (Texto 5) e se compõe de 19 poemas que vão de “Um Cadáver de Poeta” a “Minha Desgraça” (Texto 9) - incluindo-se aqui, na contagem, os 6 da série “Spleen e Charutos”; e de uma Terceira Parte que vai de “Meu Desejo” a “Página Rota” e que, nas palavras do próprio Homero Pires, “não é senão uma continuação da primeira parte”.


Para melhor entendermos as partes em que a obra se compõe, precisamos, antes, investigar um pouco as influências que o jovem Maneco recebeu dos autores mais importantes de seu tempo.

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

Para ler Lira dos vinte anos, clique aqui.



 
l