Homenagem ao Terceirão 2009 (Objetivo Catalão)





Amigos não se despedem. Dizem apenas “até logo”. E por isso, esse não é um texto de despedida. Não preciso dizer, MAIS UMA VEZ, do carinho enorme que sinto por cada um de vocês, até mesmo pelo fato de serem a primeira turma em que atuo integralmente como professor, durante os três anos. Tudo que vocês sabem sobre Literatura (e principalmente o que NÃO sabem) é mérito (ou demérito) meu.

E não somente Literatura, eu tentei passar pra vocês, ao longo desse tempo, um pouco de experiência de vida, APESAR DE SER BEM JOVEM... Mas eu queria não me referir à turma, e sim a cada um de vocês de maneira pessoal, porque de certa forma, nossa relação sempre foi pessoal. Se não foi assim com todos, foi assim com quem quis que assim fosse. E por isso, mais uma vez, me dirijo pessoalmente a vocês e agradeço todo o carinho e a doçura da Amanda, dos quais tantas vezes eu pude usufruir, sejam nas manhãs catalanas, sejam nas madrugadas olímpicas. Ana Luísa, até desesperada você manteve o seu bom humor. Vai ser a primeira aluna a passar ao mesmo tempo na federal do Oiapoque, do Chuí, da Guina Francesa e até a federal do Azerbaijão. Bruna, você foi a mãe do noivo mais medroso que apareceu pelas bandas do Arriá Objetivo. Muito obrigado pela paciência. Danilo... Apesar de chegar por último, “chegou chegando”, conquistando os olhos mais verdes do pedaço. Apesar de conhecê-lo há tão pouco tempo, te admiro bastante. Foi mal se eu me casei com a sua namorada. Díordy, um anjo tocador de harpa. Continue contando com as minhas orações. Conto com as suas também. Obrigado pela força nos momentos difíceis. Você não imagina o quanto me ajudou. Fabiana, minha aluna beijoqueira. Na primeira foto já estava ao meu lado. E nossa vitamina de xarope, heim. Tava uma delícia! Do Fernando eu não falo nada. Ele era leitor oficial do Aluísio e não lia nas minhas aulas. Brincadeira, Fernando. No dia em que eu fizer um vídeo do Harry Potter, você vai ser meu narrador. Duas figurinhas estiveram muito tempo conosco, mas infelizmente nos deixaram. A primeira é o Guilherme, que com o seu sorriso malandro conquistava todos aqueles (e principalmente aquelas!) que o rodeavam. O outro, é um tal de Gustavo Coutinho, vulgo Chicão, pra mim Francisco, que mesmo tendo ido embora esteve sempre presente. Gustavo Santos, meu CDF preferido, como diria o velho Professor Raymundo ao seu melhor aluno, “eu queria ter um filho assim”. Notas, sempre as mais altas. Caráter, hombridade, honradez, lá em cima também. Isso sem contar no grande ator que você se revelou passando de Padre a Marília Gabriela num piscar de olhos. Jéssica Cristina, minha Helena de Tróia. Mais uma vez te agradeço por tudo. E talvez só nós saibamos o significado desse TUDO. Que as sete letrinhas continuem eternamente no mesmo lugar. Jéssyca Gato, você nunca teve vergonha de ser você mesma. Cuca? Mulher Gato? Não importa. Você nunca precisou de disfarces. José Antônio, você entrou no meio da nossa história, mas nem por isso foi um personagem secundário. Valeu demais pelo respeito. Jourdana, de todos você sempre foi a mais errada. Errada, nos momentos em que dizia que eu não gosto de você. De todas, com certeza, você é a mais doce. Juliano, quer dizer, Juliana... Nunca uma perninha do “a” causou tanta polêmica. Muito obrigado, Magnânima, pelo seu carinho... Karen Sibila, a minha insânia e a sua insônia caminharam juntas por um bom tempo. Bra focê, um suber peijo (kigay!)... Até pouco tempo esteve entre nós uma mocinha que atende pelo lindo nome de Laisla. Tomara que ela não tenha aprendido Literatura como eu aprendi flauta. Obrigado por me fazer tentar tirar som do seu instrumento. Desculpe, se não fui um aluno tão dedicado quanto você. Larissa, a inesquecível Larissa. Tão inesquecível que eu cometi o pecado de não colocar seu nome na primeira versão do vídeo. Nem tenho palavras pra pedir perdão, mesmo sabendo que você já me perdoou. Foi muito bom te receber de volta, Lalá. Leidiane, mais uma vez eu repito. Os olhos mais verdes do pedaço. Dedicada, carinhosa, educada. Simplesmente uma Leide. Até dei um jeitinho de me casar com você, mesmo que de mentirinha. Muito obrigado, de coração. Letícia significa “alegria” e ela ainda veio de Campo Alegre... Obrigado demais, por nos alegrar, mesmo com seu jeito recatado, tímido, de “mocinha de família”... Luandrey, você sempre prestigiou nos meus “eventos”. Nos almoços, nas idas à Pizzaria, nos passeios por Catalão. Valeu demais. Qualquer dia a gente se encontra por aí... A Ludmila Vicente também sempre foi do grupo das sérias e caladas, mas na hora em que a gente passa e pergunta: e aí, tudo bem? Ela já abre logo um sorriso e responde baixinho: tudo... Valeu demais... Alguém conhece uma garota que namora um celular cor-de-rosa? Eu conheço: Lumilla Torquato. Sempre com as suas amigas feinhas e chatas... Um grande beijo pra você. Marcella, a nossa coelhinha preferida. Sempre era a dona da festa. Precisando de um agito, conte com ela. E não somente isso, por que cada vez mais você se mostrou uma grande aluna, deixou de ser irmã da Gabriella. Agora, você é a referência. Marco Antonio, Varejão... E aquele cabelo heim? Ainda bem que você criou juízo, meu velho. A humildade sempre foi o seu forte. Continue assim. Maria Clara... Eu quis te ensinar poesia, mas você já é um poema. Tudo que eu disser de bom sobre você vai ser pouco. Incomparável. Muito obrigado pelo concerto de violino. Quando você toca, a gente toca Deus. Mariana, a nossa Gira... Você desfilando na Hispanidad parecia uma top model. De pequena você não tem nada. Mas de sereia, heim... Murilo você é uma mala sem alça. Ano passado, eu vim pra Catalão apenas pra te dar aula de recuperação, cara... Brincadeiras à parte, você soube superar as suas falhas e cresceu demais. Falando em crescimento, me lembro logo da Nathália. Você não perdeu um ano da sua vida não... Você ganhou três. E ainda caiu de pára-quedas no melhor terceiro de todos os tempos (ou não!). Nayara, como você mesma disse, foi uma pena a gente se aproximar apenas agora no finalzinho, mas antes tarde do que nunca. Falando em nunca, nunca se esqueça de uma certa foto do Bob Esponja que eu tenho arquivada no meu Notebook. Comporte-se, garota. Paula Cristina, ops, Paula Stoppa. Minha leitora oficial. Todo texto que eu leio agora, imagino a sua voz. Obrigado pelo carinho e por ser sempre a minha Paula. Deixa eu parar por aqui, porque seu namorado é ciumento... Paula Rosa... Esse seu sobrenome combina com a sua delicadeza. Uma flor brincando de roda na Ciranda da Bailarina. Rafael, o nosso Paulista, corintiano roxo (é brincadeira, eu sei que você é palmeirense). Tá desbloqueado no MSN. Mas se comporte, heim. E vê se vai deitar mais cedo nessas férias. Rafy, as melhores perguntas sempre foram as suas. Depois de você, todos nós professores passamos a nos dedicar mais ai estudo de nossas disciplinas. Obrigado por nos fazer crescer. Raínne, sua chorona. Se nada der certo (o que eu duvido muito), você pode escrever novela. Se não arrumar emprego no Brasil, no México você se garante. Ramon, muito obrigado por me trazer de volta sempre que eu me enveredava pelas histórias da Divininha e companhia limitada. Reginaldo, o cara mais macho de Catalão. Sempre se vestindo de mulher e tendo a manha de voltar. Imagina se você fosse bom aluno e eu fosse bom professor. A gente iria arrebentar. Rumayana, sempre tentando ser mais bonita do que já é. Penteando o cabelo, passando creme... Você também se superou ao longo do tempo. Parabéns. Suellen que veio, Suellen que foi, Suellen que voltou, Suellen que sumiu de novo... Cadê Suellen? Thaiany, nossa aluna TeleTon. Sempre faltando um pedacinho… sempre contundida, sempre em recuperação. Por sua causa a sala de aula mudou umas mil vezes. Obrigado pelo seu sorriso lindo de menina. E o Túlio, heim... Passou pelo Objetivo, como um furacão, deixando alguns corações apaixonados. Quem são as donas desses corações? Não conto, não conto e não conto. Vitor Trigueiro... Mais um de quem eu quero me vingar. Eu, no Restaurante Popular, almoçando com as gatinhas da sala, quem chega pra atrapalhar? Vítor Trigueiro. Valeu demais, Mané Pistola... Cuidado comigo, pois já te furei o olho uma vez... E por último ela, a personificação da ternura: Vitória Marques. Não realizei o sonho de te ver gritando na minha aula, mas aproveitei cada momento das nossas conversas, aprendi com você, te ouvi, e passei a te admirar cada vez mais. Obrigado pela confiança... Adoro-te.


Mais uma vez, muito obrigado pelo carinho, dedicação, confiança, respeito, amizade, enfim, todas as coisas boas que vocês me ofereceram no decorrer desses três anos.

Fico feliz em ter a certeza que continuarei contando com tudo isso, "mesmo que o tempo e a distância digam não".

Passou depressa... Daqui a pouco seremos apenas mais uma lembrança, dentre tantas... Talvez, alguns nunca mais se verão. Outros caminharão lado a lado por um bom tempo... Quem sabe pra sempre.

Encontros e despedidas fazem parte da vida... O bom de tudo é que estamos certos de uma coisa: soubemos aproveitar...

Um excelente 2010 pra vocês...
Sejam Felizes!!!
José Ricardo
dezembro/2009



 
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