Quem sou eu? Quem fomos nós?

Quem sou eu? Essa é uma excelente pergunta. Pena que a resposta seja tão difícil de se achar. Mas nesses últimos dias, em minhas orações, eu pedi ao meu anjo que me mostrasse pra mim mesmo, e me fizesse ver em mim um novo ser. Não um ser ambíguo e medroso, mas alguém que ame e não tenha medo desse amor. Não só o amor cantado por Camões, de um homem por uma mulher (aqueeele amor!), mas o que aparece na primeira carta de Paulo aos coríntios. Ou quem sabe os “dois”, que estão em Monte Castelo... Pois se amar me faz tão bem, pra que viver usando máscaras, identidades secretas? É tão bom a gente poder dizer tudo aquilo que está sentindo, da forma como isso nos vem na cabeça, passando pelo coração...

Sentir e pensar! Refletir até duas horas da madrugada se for preciso. E no dia seguinte, se reinventar, como um cego que se acostuma ao escuro. Redescobrir que a gente pode renascer com as manhãs, pois em cada raio de sol existe um pouquinho de vida. Dizem que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Nunca o senso comum nunca esteve tão certo. Mas quem disse que ele tem que ser racional, cartesiano, quadradinho?... O coração é insano, para todo o sempre, e fica para todo o sempre esperando um toque ou um gesto de ternura pra pulsar mais acelerado, só pra depois sentir o quentinho de bater calmo, como um vento que se cala em brisa, como um calo que enfim também se cala, ou como a gota d’água que se une à doce lágrima e juntas formam um rio caudaloso, grande como um “Zeus Capitolino, hercúleo e belo”, nos dizeres de Bilac.

E como é bom descobrir os detalhes escondidos nas fotos, nas fotos guardadas nas gavetas, nas gavetas ocultas do coração ou no “escaninho da alma”, como diria o Fernando Pessoa. Mas também é excelente descartá-las, já que quem vive de passado é museu. Entre guardar detalhes ou esvaziar a alma, nunca saberemos qual é a melhor opção. Talvez sejam as duas, ao mesmo tempo e a todo instante.E assim eu penso e sinto que essa magia de se dar sem ter que pedir nada em troca — e de se escrever a vida letrinha por letrinha, de não ficar sempre no quase, de se encantar pelo próprio reflexo contido no olhar do outro, e de se apaixonar pelo outro!!! —, pode parecer menos magia se tudo não acontecer naturalmente, porque não convém ir contra as leis do caderninho de preceitos.

Mas aí a gente pára e pensa, porque também não convém deixar os sonhos pra amanhã e se arrepender daquilo que não se fez. Somos, com certeza, a contradição. Indubitavelmente, a contradição elevada à zilhésima potência. Isso até o amor inventar um número maior que o zilhão. Seria tão astuto de nossa parte só andar de óculos escuros. Só que o mundo seria mais triste, não pra nós, mas pros outros. Porque o olhar nos derruba. O olhar nos desmaia. E é dele que ficamos eternamente súditos e devotos. E sem os olhares que nos guiam na escuridão como um farol, como havemos de encontrar um porto seguro? Mas também não precisamos dos olhos pra enxergar o que realmente vale a pena: e essência de nossa pequena alma de artista.

Não é desfilando pela vida e dando tchauzinho para o mundo que vamos ser melhores do que fomos ontem. E sim, nos misturando em meio à massa, tornando-nos massa também. Porque é muito fácil levar comida pros mendigos que moram debaixo da ponte. Difícil e nos assentarmos lá com eles e fazermos ali as nossas refeições. Ou levá-los pra dentro de nossas casas, de nossas vidas. Tantas palavras aqui foram ditas e inúmeras outras ficaram de fora. Não por serem desimportantes, mas porque não caberia tudo em tão pouco espaço.

Mas esse é o lugar do “quem sou eu” e não do “quem somos nós”. E perguntando-me de novo: “Quem sou eu?”, concluo que não sei. Mas sei que é sendo eu mesmo, que serei melhor que eu. É sendo comandante do meu destino e não um grãozinho de areia perdido na imensidão do universo. É sendo surpreendente, cativante, em sintonia perfeita com o outro, que hei de descobrir o que de melhor existe em mim. Ou quem sabe dar falta do melhor que já perdi. E recuperá-lo, só pra perder de novo. Porque a graça da vida, está em se dar.
Texto escrito há muito tempo, no perfil do Orkut...


CACOS: Um ano de verdade(s)

É... Dois mil e nove já agoniza. Não tem nem mesmo uma semana de vida. Já passou o Natal e nessa época, a cada ano que se esvai, as pessoas que gostam de pensar — e pensando, escrever — pensam e escrevem sobre suas experiências. E pensando, resolvi — também eu — colocar em um texto o meu relacionamento com esses doze meses. Dois mil e nove foi, com certeza, um ano de verdades.

Não sou mentiroso. Odeio mentira — como qualquer mortal que joga no time do bem —, embora minta, saiba mentir, e já tenha me divertido com isso. Mas quando digo que eu disse a verdade nesse ano, estou dizendo que não me omiti. Não escondi meus cacos na canastra. Esse ano, como nunca antes tinha feito, me mostrei inteiramente pra inúmeras pessoas.

Não sei que imagem elas puderam enxergar. Com certeza, não a mesma que eu via no espelho. Aliás, nunca me olhei tanto nele. Nunca parei tanto pra me observar e ver que mesmo querendo o máximo (em tudo!) e me esforçando para consegui-lo (“dando o melhor de mim”, no dizer do senso comum) continuei a ser o mesmo cara. O mesmo sujeito medíocre de sempre. Porque seres humanos como eu e você, têm essa tendência, esse certo pendor à vida mediana.

Mas voltando às verdades (não que no parágrafo anterior eu tenha me afastado delas), esse ano convivi com o melhor e com o pior de mim. Apaixonei-me por mim mesmo e me odiei com todas as forças que me restaram. Chorei rios de lágrimas por sonhos quase irrealizáveis, amores quase impossíveis, maluquices quase sadias. Dei boas risadas, as melhores, observando os outros e me observando também.

Quis virar blogueiro, coloquei uns textos na internet que (graças a Deus!) quase ninguém leu. E em várias vezes, como um verdadeiro artista — que não sou — eu escrevia pra me entender. Escrevia uns “conselhos” pra mim mesmo. Ou seja, rascunhava uma pseudo-literatura de “auto-ajuda” (e nunca esse “auto” teve um significado tão específico), mas nem mesmo eu lia o que postava.

Quis escrever, como tantos blogueiros, sobre as coisas do meu dia-a-dia, mas vi que não podia tirar nada de bom desse ramerrão enfadonho (acho que “ramerrão enfadonho é pleonasmo, mas foda-se, licença “poética”) de acordar de madrugada pra ensinar Literatura pra quem não quer aprender (nem vem, porque a maioria não quer mesmo). Mas acho que o problema está justamente nisso. Não ter o que contar sobre nós num simples blog é o maior mal que poderíamos sofrer nesse início de século.

E é isso que devemos mudar nas nossas vidas. Hoje, pessoas de todas as idades tiram fotos apenas pra colocar no Orkut. Adolescentes tiram mais. Mas os “adultos” também fazem isso. Até eu — gordo, estranho, feio — já fiz isso inúmeras vezes. Portanto, vamos fazer em 2010 esse “exercício”. Que nós possamos viver coisas interessantes, nem que seja apenas pra contá-las a esses internautas que não têm nada pra fazer — uns nem nos viram pessoalmente, embora saibam tudo sobre nós. Vamos viver momentos incríveis, nem que seja apenas pra “aparecer” e mostrar pro outro que “eu sou mais feliz e aproveito melhor a vida do que você”, já que nos preocupamos — não raras vezes — muito mais com a vida dos outros do que com a nossa própria.

Se dois mil e nove foi — pra mim— o “ano DA verdade”, em dois mil e dez eu quero que seja — pra todos nós — um “ano DE verdade” em que a gente não apenas exista, mas que a gente VIVA. Viva!

VIVA DOIS MIL E DEZ, com todas as suas alegrias e tristezas, com todos seus encantos e DEZencantos...


DEPOIMENTOS: Raínne, Objetivo Catalão, 2007-2009

Postado originalmente em 15 de dezembro de 2009.

‘ Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer,
como é grande o meu amor por vcê.’


Zéé,
durante esses 3 anos de ensino médio, vc foi uma das pessoas qe mais me escutou, me deu conselhos e me fez chorar!

Por isso eu qero sempre ter o orgulho de dizer qe ‘ aqele do gordinho do dente aberto foi o meu melhor professor de Literatura e será, eternamente, o meu amigo’

esse tempo todo vc não foi um simples professor.. vc foi amigo! E pra nós alunos isso é mto importante.. pq são através dessas conversas qe nós aprendemos um pouco mais sobre a vida..

eu só tenho qe agradecer por vc estar ao meu lado todo esse tempo!
e não se preocupe.. eu nunca deixarei de ser mulherzinha, nem chorona! kkkkkkkk’



eu só sei qe mtos laços foram feitos e se depender de mim, eles nunca vão se romper.. essa amizade eu vou levar pro resto da vida, e vou sempre lutar pra conservá-la e cultivá-la.



Euteamodemais/

DEPOIMENTOS: Jéssica Cristina, Objetivo Catalão, 2007-2009

Postado originalemente em 15 de dezembro de 2009.

Zeeeeeehh..
Você sabe melhor que ninguém que, para mim, você nunca foi só meu professor, foi meu amigo, companheiro..
Já te agradeci inúmeras vezes por tudo que você fez por mim.
Coisas que só um amigo de verdade faria.
Além das aulas claroo ( mas isso era sua obrigação.. kkkkkk' )
Obrigada, mil vezes obrigada.. por confiar em mim, por dividir sua vida comigo e compartilhar tantos momentos maravilhosos.
Que falta enorme farão as mensagens sublimirares.. rsrs
Que falta enorme farão as suas aulas de literatura..
Que falta enorme farão nossas conversas bestas..
Que falta enorme você vai me fazer..

As sete palavras tb continuam valendo pra você!!
Eu te amo José Ricardo Lima. Sempre, sempre, Muito, muito.

DEPOIMENTOS: Gustavo Santos, Objetivo Catalão, 2007-2009


Postado originalmente em 13 de dezembro de 2006.

José Ricardoo...

Agora que infelismentee nao sou mais seu aluno,ja que do contrario se ia flar que euu tva puxanu saco!!! tomo a liberdade pra lhe agradecer por todas as coisas boas que voce como professor, como pessoa, mas principalmente como AMIGO me proporcionou nesses 3 anos de convivencia.Agradeço, solenemente, a todas as suas aulas, a suas dicas, as suas brincadeiras, a sua paciencia e a sua personalidade que sem duvidas influenciaram em parte a pessoa que sou hoje. Tenho o imenso prazer e orgulho de dizer que tive um professor como voce... uma pessoa com jeito simples de viver, e de ser feliz..

Bom nao estou aos pés dos seus outros alunos... mas esse foi o melhor que consegui declarar.

Muitissimo obrigadoo por tudoo... e que um dia eu possa rever o professor mais amigo que eu ja tive.

Um grandee abraço de seu "É ter na mente" aluno.


Homenagem ao Terceirão 2009 (Objetivo Catalão)





Amigos não se despedem. Dizem apenas “até logo”. E por isso, esse não é um texto de despedida. Não preciso dizer, MAIS UMA VEZ, do carinho enorme que sinto por cada um de vocês, até mesmo pelo fato de serem a primeira turma em que atuo integralmente como professor, durante os três anos. Tudo que vocês sabem sobre Literatura (e principalmente o que NÃO sabem) é mérito (ou demérito) meu.

E não somente Literatura, eu tentei passar pra vocês, ao longo desse tempo, um pouco de experiência de vida, APESAR DE SER BEM JOVEM... Mas eu queria não me referir à turma, e sim a cada um de vocês de maneira pessoal, porque de certa forma, nossa relação sempre foi pessoal. Se não foi assim com todos, foi assim com quem quis que assim fosse. E por isso, mais uma vez, me dirijo pessoalmente a vocês e agradeço todo o carinho e a doçura da Amanda, dos quais tantas vezes eu pude usufruir, sejam nas manhãs catalanas, sejam nas madrugadas olímpicas. Ana Luísa, até desesperada você manteve o seu bom humor. Vai ser a primeira aluna a passar ao mesmo tempo na federal do Oiapoque, do Chuí, da Guina Francesa e até a federal do Azerbaijão. Bruna, você foi a mãe do noivo mais medroso que apareceu pelas bandas do Arriá Objetivo. Muito obrigado pela paciência. Danilo... Apesar de chegar por último, “chegou chegando”, conquistando os olhos mais verdes do pedaço. Apesar de conhecê-lo há tão pouco tempo, te admiro bastante. Foi mal se eu me casei com a sua namorada. Díordy, um anjo tocador de harpa. Continue contando com as minhas orações. Conto com as suas também. Obrigado pela força nos momentos difíceis. Você não imagina o quanto me ajudou. Fabiana, minha aluna beijoqueira. Na primeira foto já estava ao meu lado. E nossa vitamina de xarope, heim. Tava uma delícia! Do Fernando eu não falo nada. Ele era leitor oficial do Aluísio e não lia nas minhas aulas. Brincadeira, Fernando. No dia em que eu fizer um vídeo do Harry Potter, você vai ser meu narrador. Duas figurinhas estiveram muito tempo conosco, mas infelizmente nos deixaram. A primeira é o Guilherme, que com o seu sorriso malandro conquistava todos aqueles (e principalmente aquelas!) que o rodeavam. O outro, é um tal de Gustavo Coutinho, vulgo Chicão, pra mim Francisco, que mesmo tendo ido embora esteve sempre presente. Gustavo Santos, meu CDF preferido, como diria o velho Professor Raymundo ao seu melhor aluno, “eu queria ter um filho assim”. Notas, sempre as mais altas. Caráter, hombridade, honradez, lá em cima também. Isso sem contar no grande ator que você se revelou passando de Padre a Marília Gabriela num piscar de olhos. Jéssica Cristina, minha Helena de Tróia. Mais uma vez te agradeço por tudo. E talvez só nós saibamos o significado desse TUDO. Que as sete letrinhas continuem eternamente no mesmo lugar. Jéssyca Gato, você nunca teve vergonha de ser você mesma. Cuca? Mulher Gato? Não importa. Você nunca precisou de disfarces. José Antônio, você entrou no meio da nossa história, mas nem por isso foi um personagem secundário. Valeu demais pelo respeito. Jourdana, de todos você sempre foi a mais errada. Errada, nos momentos em que dizia que eu não gosto de você. De todas, com certeza, você é a mais doce. Juliano, quer dizer, Juliana... Nunca uma perninha do “a” causou tanta polêmica. Muito obrigado, Magnânima, pelo seu carinho... Karen Sibila, a minha insânia e a sua insônia caminharam juntas por um bom tempo. Bra focê, um suber peijo (kigay!)... Até pouco tempo esteve entre nós uma mocinha que atende pelo lindo nome de Laisla. Tomara que ela não tenha aprendido Literatura como eu aprendi flauta. Obrigado por me fazer tentar tirar som do seu instrumento. Desculpe, se não fui um aluno tão dedicado quanto você. Larissa, a inesquecível Larissa. Tão inesquecível que eu cometi o pecado de não colocar seu nome na primeira versão do vídeo. Nem tenho palavras pra pedir perdão, mesmo sabendo que você já me perdoou. Foi muito bom te receber de volta, Lalá. Leidiane, mais uma vez eu repito. Os olhos mais verdes do pedaço. Dedicada, carinhosa, educada. Simplesmente uma Leide. Até dei um jeitinho de me casar com você, mesmo que de mentirinha. Muito obrigado, de coração. Letícia significa “alegria” e ela ainda veio de Campo Alegre... Obrigado demais, por nos alegrar, mesmo com seu jeito recatado, tímido, de “mocinha de família”... Luandrey, você sempre prestigiou nos meus “eventos”. Nos almoços, nas idas à Pizzaria, nos passeios por Catalão. Valeu demais. Qualquer dia a gente se encontra por aí... A Ludmila Vicente também sempre foi do grupo das sérias e caladas, mas na hora em que a gente passa e pergunta: e aí, tudo bem? Ela já abre logo um sorriso e responde baixinho: tudo... Valeu demais... Alguém conhece uma garota que namora um celular cor-de-rosa? Eu conheço: Lumilla Torquato. Sempre com as suas amigas feinhas e chatas... Um grande beijo pra você. Marcella, a nossa coelhinha preferida. Sempre era a dona da festa. Precisando de um agito, conte com ela. E não somente isso, por que cada vez mais você se mostrou uma grande aluna, deixou de ser irmã da Gabriella. Agora, você é a referência. Marco Antonio, Varejão... E aquele cabelo heim? Ainda bem que você criou juízo, meu velho. A humildade sempre foi o seu forte. Continue assim. Maria Clara... Eu quis te ensinar poesia, mas você já é um poema. Tudo que eu disser de bom sobre você vai ser pouco. Incomparável. Muito obrigado pelo concerto de violino. Quando você toca, a gente toca Deus. Mariana, a nossa Gira... Você desfilando na Hispanidad parecia uma top model. De pequena você não tem nada. Mas de sereia, heim... Murilo você é uma mala sem alça. Ano passado, eu vim pra Catalão apenas pra te dar aula de recuperação, cara... Brincadeiras à parte, você soube superar as suas falhas e cresceu demais. Falando em crescimento, me lembro logo da Nathália. Você não perdeu um ano da sua vida não... Você ganhou três. E ainda caiu de pára-quedas no melhor terceiro de todos os tempos (ou não!). Nayara, como você mesma disse, foi uma pena a gente se aproximar apenas agora no finalzinho, mas antes tarde do que nunca. Falando em nunca, nunca se esqueça de uma certa foto do Bob Esponja que eu tenho arquivada no meu Notebook. Comporte-se, garota. Paula Cristina, ops, Paula Stoppa. Minha leitora oficial. Todo texto que eu leio agora, imagino a sua voz. Obrigado pelo carinho e por ser sempre a minha Paula. Deixa eu parar por aqui, porque seu namorado é ciumento... Paula Rosa... Esse seu sobrenome combina com a sua delicadeza. Uma flor brincando de roda na Ciranda da Bailarina. Rafael, o nosso Paulista, corintiano roxo (é brincadeira, eu sei que você é palmeirense). Tá desbloqueado no MSN. Mas se comporte, heim. E vê se vai deitar mais cedo nessas férias. Rafy, as melhores perguntas sempre foram as suas. Depois de você, todos nós professores passamos a nos dedicar mais ai estudo de nossas disciplinas. Obrigado por nos fazer crescer. Raínne, sua chorona. Se nada der certo (o que eu duvido muito), você pode escrever novela. Se não arrumar emprego no Brasil, no México você se garante. Ramon, muito obrigado por me trazer de volta sempre que eu me enveredava pelas histórias da Divininha e companhia limitada. Reginaldo, o cara mais macho de Catalão. Sempre se vestindo de mulher e tendo a manha de voltar. Imagina se você fosse bom aluno e eu fosse bom professor. A gente iria arrebentar. Rumayana, sempre tentando ser mais bonita do que já é. Penteando o cabelo, passando creme... Você também se superou ao longo do tempo. Parabéns. Suellen que veio, Suellen que foi, Suellen que voltou, Suellen que sumiu de novo... Cadê Suellen? Thaiany, nossa aluna TeleTon. Sempre faltando um pedacinho… sempre contundida, sempre em recuperação. Por sua causa a sala de aula mudou umas mil vezes. Obrigado pelo seu sorriso lindo de menina. E o Túlio, heim... Passou pelo Objetivo, como um furacão, deixando alguns corações apaixonados. Quem são as donas desses corações? Não conto, não conto e não conto. Vitor Trigueiro... Mais um de quem eu quero me vingar. Eu, no Restaurante Popular, almoçando com as gatinhas da sala, quem chega pra atrapalhar? Vítor Trigueiro. Valeu demais, Mané Pistola... Cuidado comigo, pois já te furei o olho uma vez... E por último ela, a personificação da ternura: Vitória Marques. Não realizei o sonho de te ver gritando na minha aula, mas aproveitei cada momento das nossas conversas, aprendi com você, te ouvi, e passei a te admirar cada vez mais. Obrigado pela confiança... Adoro-te.


Mais uma vez, muito obrigado pelo carinho, dedicação, confiança, respeito, amizade, enfim, todas as coisas boas que vocês me ofereceram no decorrer desses três anos.

Fico feliz em ter a certeza que continuarei contando com tudo isso, "mesmo que o tempo e a distância digam não".

Passou depressa... Daqui a pouco seremos apenas mais uma lembrança, dentre tantas... Talvez, alguns nunca mais se verão. Outros caminharão lado a lado por um bom tempo... Quem sabe pra sempre.

Encontros e despedidas fazem parte da vida... O bom de tudo é que estamos certos de uma coisa: soubemos aproveitar...

Um excelente 2010 pra vocês...
Sejam Felizes!!!
José Ricardo
dezembro/2009



NOTÍCIA: Academia Brasileira de Letras no Twitter


Cinco perguntas para Marcos Vilaça

O novo Presidente da Academia Brasileira de Letras Marcos Vinicios Vilaça citou em seu discurso de posse a importância de atualizar-se em meio a tecnologia e os meios de informação. Com esse intuito, o Acadêmico lança o Twitter da ABL. Confira a entrevista que o Presidente concedeu a respeito desse novo meio de propagar informações.

“Se eu tuíto, tu tuítas e eles tuítam, a Academia também tuíta” – Diz Marcos Vilaça, presidente da ABL.

Em sua última gestão como presidente da Casa de Machado de Assis, o senhor focou na aproximação da ABL com a sociedade através do uso de diversas tecnologias. Há alguma chance disso se repetir?

Há todas as chances. A ABL não pode e não deve ficar parada no tempo. Hoje vejo meus netos usando o Orkut, o Twitter, e vejo o quão rápida está a comunicação, a interatividade para esses jovens. Definitivamente nós temos de entrar nesse meio.

Hoje não só pessoas usam o twitter, mas empresas testam sua popularidade e lançam novidades. Como o senhor vê essa integração da ABL com o twitter?

Se eu tuíto, tu tuítas e eles tuítam, a Academia também tuíta. O Supremo Tribunal Federal já está nessa, sites de venda on-line já lançam promoções exclusivas, personalidades de todos os meios já criaram uma espécie de “linha direta” com os fãs. Faltava a ABL. Digo faltava, pois não falta mais. A Academia precisa manter permanentemente uma linha direta com os seus seguidores.

Os jovens passam muito tempo no que chamamos de mídias sociais. Este é um filão em que a ABL busca entrar?

Foi como eu disse no começo: meus netos não saem do Orkut, do MSN, do Twitter... Se é lá que a juventude está, é lá que precisamos ir. Se num primeiro momento os moços não vêm à Academia, então a Academia precisa ir até eles... Para muitos deles, até ser apresentada. São horas que eles passam a fio teclando – como dizem no linguajar próprio.

A internet seria, então, considerada mais uma ferramenta de incentivo à leitura e à produção textual?

Mas é claro! Há quem diga que é uma ferramenta que faz justamente o contrário, que atrofia. Mas eu não vejo assim. Olhe, se uma pessoa consegue passar toda uma ideia em 140 caracteres, ela é atrofiada ou possui um bom poder de síntese? Então pronto! Não adiantar vir com a besteira que tudo na internet não presta. Isso é mentira! Tem muita coisa boa sim, mas é preciso selecionar. Da mesma forma há muita coisa ruim encadernada e vendida em livrarias. É preciso ter critério.

Para concluir, podemos esperar novidades para o Portal da ABL?

Como nesse mundo on-line tudo acontece tão rápido, o Twitter da ABL já não é mais novidade, mesmo recém lançado. Mas haverá muita coisa nova sim. O site que estamos preparando para o Centenário de Morte de Joaquim Nabuco é uma delas. Também já está na hora de mudarmos um pouco a “cara” do Portal. Volta o VOLP e adicionamos mais interação com os internautas e assim já teremos dado mais um passo adiante.

Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=9937&sid=624

Para conferir (e seguir!!!) a página da ABL no Twitter, clique aqui.


Missal do Cisne Negro

Com a influência da prosa e poesia do mestre francês do Simbolismo, Charles Baudelaire, latente em seus versos, a obra "Missal" do poeta Cruz e Sousa traz pela primeira vez o gênero para o Brasil.

Apesar de pouco reconhecido pela crítica de sua época, o poema deixa de lado os significados lógicos e explícitos, para trilhar por caminhos mais sutis e de sugestões vagas, marca característica dos Simbolistas, assim como a musicalidade empregada na estética de seus textos.



A farsa de Inês Pereira, teatro de Gil Vicente

A peça surgiu em resposta aos críticos que Gil Vicente enfrentava na época. Acusando-o de plagiar determinadas obras, lançaram-lhe um desafio. Ele deveria escrever uma obra baseando-se no seguinte ditado: “Mais quero asno que me leve, que cavalo que me derrube”.

Assim, surgiu “A Farsa de Inês Pereira”, que tem no personagem Brás da Mata a personificação do cavalo, que derruba, ou, no caso, cerceia as ambições de Inês. O personagem Pero Marques, por outro lado, representa o asno, que literalmente a carrega nas costas e faz tantas outras de suas vontades.



 
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