Black Eyed Peas, Samba, Stevie Wonder... A mais deliciosa salada musical de todos os tempos

Com certeza você já ouviu uma música desse CD. Nem que seja na abertura do Programa Estrelas, da Rede Globo. Timeless é o nome de um disco do compositor brasileiro Sérgio Mendes. O álbum, que contém 15 faixas, foi produzido por Will.I.Am, integrante do grupo de R&B Black Eyed Peas e fã declarado de Mendes, e tem recebido somente boas críticas. Com um projeto bem interessante, o trabalho traz a fusão de ritmos como o hip hop, samba, jazz e R&B, além de renovar canções como ‘Mais que Nada’, de autoria de Jorge Ben, e ‘Bananeira’, de João Donato.

Ainda houve espaço para a participação do rapper brasileiro Marcelo D2, que põe sua voz em ‘Samba da Benção’. A partir de D2, a galeria de estrelas convidadas é de espantar. O disco conta com a participação de astistas do calibre de Stevie Wonder, Erykah Badu e Jill Scott.

Com melodias e arranjos ousados, o registro também traz Sérgio cantando muito bem em inglês.


Onde brilhem os olhos seus

Imagine poder ouvir grandes clásicos da Música Popular Brasileira com uma roupagem inteiramente nova, moderna, que realmente seja música para seus ouvidos. Saber cantar canções de uma das nossas maiores intérpretes e ter contato com compositores de primeira grandeza. Seria fantástico, não? Pois você acaba de encontrar isso.


Trata-se do disco “Onde brilhem os olhos seus”, gravado por Fernanda Takai, a vocalista do Pato Fu, em 2007, com músicas do repertório de Nara Leão (1942 – 1989), com composições de Chico Buarque, Gilberto Gil, Zé Kéti, Caetano Veloso, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, dentre outros grandes nomes da música brasileira. A direção artística do projeto foi feita por Nelson Motta, a produção ficou a cargo de John Ulhoa que, juntamente com Lulu Camargo, fez todos os arranjos. Por fim, Roberto Menescal faz uma participação especial tocando guitarra em "Insensatez".


A ideia surgiu justamente da cabeça de Nelson Motta, que enviou um e-mail para a Fernanda contando sobre o seu desejo de ver (e produzir) um projeto no qual a vocalista do Pato Fu interpretaria Nara Leão. A ideia calhou e John Ulhoa, além de produzir, fez as guitarras que, entre outros, deram uma roupagem nova às treze canções do álbum, gravadas no estúdio "caseiro" do casal, o 128 Japs. Em 2008, a banda caiu na estrada, realizando alguns shows: além de John e Fernanda Takai, o baixista Thiago Braga e a baterista/percussionista Mariá Portugal.
O disco já recebeu uma vasta coleção de críticas favoráveis em jornais e revistas de todo o país, dentre elas a do jornalista e crítico musical carioca Mauro Ferreira e a da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Abaixo, você tem dois vídeos que mostram a participação de Fernanda no programa “Sarau”, da Globo News.







Gabarito da Prova de Literatura UFU 2010 (2ª fase)

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Gabarito da Prova de Literatura UFU 2010 (2ª fase)

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Quem casa, quer casa...

A obra de Martins Pena (1815-1848) reúne quase 30 peças, dentre comédias, sátiras, farsas e dramas. Destacou-se especialmente por suas comédias, nas quais imprimiu caráter brasileiro, fundando o gênero da comédia de costumes no Brasil, mas foi criticado pela baixa qualidade de seus dramas. No geral, produziu peças curtas e superficiais, contidas em um único ato, apenas esboçando a natureza das personagens e criando tramas, por vezes, com pouca verossimilhança e coerência. Ainda assim, construiu muitas passagens de grande vivacidade e situações surpreendentes e é constantemente elogiado pela espontaneidade dos diálogos e pela perspicácia no registro dos costumes brasileiros, mesmo que quase sempre satirizados.

Estes aspectos da obra de Martins Pena se devem às característica do teatro da época. Quase sempre, após a representação de um drama, era encenada uma farsa, cuja função era aliviar a platéia das emoções causadas pela primeira apresentação. Na maioria das vezes, essas peças eram de origem estrangeira (comumente portuguesa). Martins Pena, então, percebeu que poderia dar ao teatro uma natureza mais brasileira a partir de tipos, situações e costumes, tanto rurais quanto urbanos, facilmente identificáveis pelo público do Rio de Janeiro. Às cenas rurais, reservou a comicidade e o humor, explorados por meio dos hábitos rústicos e maneiras broncas da curiosa gente rural, quase sempre pessoas ingênuas e de boa índole. Já às cenas urbanas, reservou a sátira e a ironia, compondo tipos maliciosos e escolhendo temas que representavam muitos dos problemas da época, como o casamento por interesse, a carestia, a exploração do sentimento religioso, a desonestidade dos comerciantes, a corrupção das autoridades públicas, o contrabando de escravos, a exploração do país por estrangeiros e o autoritarismo patriarcal, manifesto tanto na escolha de profissão para os filhos quanto de marido para as filhas. Apesar disso, nada foi tratado do ponto de vista trágico e nunca um desfecho era funesto; pelo contrário, dada a finalidade destas comédias, que era a de opor-se aos dramas, a trama comum consiste na apresentação dos problemas, na resolução cômica dos empecilhos e no surgimento, muitas vezes com casamento ou namoro sério, de um final feliz.
Abaixo, um LivroClip sobre uma das peças do comediógrafo:



Gabarito Revisão



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Gabarito Revisão



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É o instante




É o instante. É o instante que nos insta a continuar tentando. Mesmo quando já estão esgotadas as possibilidades, os homens teimosos se esquecem das tristezas que viveram e das alegrias que almejaram acontecer. Passado e futuro não são importantes. O importante é o hoje.

É o instante. É o instante que nos coloca novamente numa luta da qual já somos perdedores, pelo simples fato de continuarmos inutilmente tentando. Pelo gosto do sofrimento que abraçamos como se fosse bom. Pela ausência de auto-piedade que nos leva a dar murros em pontas de facas e ferir nossas mãos idiotas. Idiotas como nós. Porque mãos idiotas que dão murros em pontas de facas são metonimicamente a parte de um todo otário.

Aí, até o carpe diem é vilão. Porque para aproveitarmos o presente, esquecemo-nos das conseqüências de nossas atuais alegrias. E como em não raras vezes o prazer momentâneo do hoje pode ser o vício degradante do amanhã, criamos arapucas pra nós mesmos e entramos nelas. Colocamos o queijo nas ratoeiras e à noite vamos lá, ratos famintos, provarmos do nosso próprio veneno.

Os sonhos são muito bons. O chato é quando acordamos. Cair de um precipício seria, inegavelmente, uma experiência encantadora. Difícil é o parar de cair, que esborracha nosso corpo e levanta a poeira da vida. Do pó vieste e a ele voltarás... Mesmo assim, é preciso acordar.

Os sonhos são muito bons. O chato é quando acordamos. E mais chato ainda seria quando deixamos de acordar na hora certa. Porque existe hora pra acordar. E mesmo quando o despertador grita lá fora, dentro de nós mesmos pedimos mais cinco minutos de sonho, apertando a teclinha da soneca. Mas é preciso acordar na hora certa.

Porque a vida é uma estrada de ferro e se não descermos do trem numa determinada estação, podemos deixar ali, dentro de uma mala, eternamente nos esperando, pedaços daquilo que romanticamente chamamos de felicidade. Fica lá, no guarda-volumes, com o nosso nomezinho na etiqueta. E vamos procurar essas peças do quebra-cabeças mais adiante. E não encontramos. E vamos vivendo com a felicidade faltando pedaços. Por isso é preciso acordar na hora certa. E prestar atenção.

Porque a vida é uma caça ao tesouro com pistas falsas misturadas àquelas que nos levam enfim ao pote. E o pior é que em cima de muitas delas está escrito em letras vermelhas e garrafais: ESTA PISTA É FALSA. Mas essas geralmente nos levam a lugares lindos e encantadores. E vamos lá, como bobos, e perguntamos, “cadê o meu tesouro que tava aqui?” Por isso é preciso prestar atenção.

É preciso sonhar com o futuro, sim, mas com responsabilidade. Tomarmos cuidado com o que pedimos a Deus, pois Ele pode no conceder. É preciso aproveitar o presente, sim, mas com responsabilidade. Tomarmos cuidado pra não transformarmos um bem de hoje num mal de sempre. É preciso esquecer o passado, sim, mas com responsabilidade. Tomarmos cuidado pra não esquecermos que língua na tomada dá choque, que praga de mãe, quase sempre pega, e que voar, voar não é pros humanos...

Os sonhos são muito bons. Difíceis são os pesadelos que teimamos em chamar de sonhos. E que não cansamos de chamar de nossos. E se sonhar é muito bom, melhor ainda seria acordarmos de nossos pesadelos de estimação... E ver que existe vida fora das nossas cavernas. E ver que existem sonhos fora de nossos sonhos. E começarmos tudo de novo. E de novo sermos vítimas do instante.


 
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