Kafka nas alturas



Um grupo de teatro de São Paulo decidiu encenar um texto de Kafka nas alturas de um prédio envidraçado na avenida Paulista.

Os atores da peça "O Kastelo" atuam mesmo para valer à noite. O grupo de Teatro Vertigem encena do lado de fora de um prédio. O balancim, usado em construções, vira palco e o público acompanha das salas envidraçadas.

Para viver um motoboy, o ator Marçal Costa fica pendurado nessas cordas. Ele teve que superar o medo de altura.

“Eu desço a minha própria corda. É como um filho. Vejo se não tem nenhum problema com ela e rezo. Eu me jogo e eu vou com fé. Eu tenho que fazer isso todo dia”, afirmou o ator.

A equipe passou por um treinamento com profissionais.

“Eles, às vezes, são um pouco abusados no bom sentido da palavra até porque eles estão interpretando e existem movimentos um pouco diferentes”, afirmou Marcos Pissutti, alpinista industrial.

Acostumado a escalar prédios e pontes, Marcos e Aldo ensinaram as técnicas de segurança e como usar os equipamentos.

“Todas as cordas de segurança de segurança de cada ator são ancoradas a um pilar de concreto”, disse o alpinista.

Além da orientação dos alpinistas industriais, todos os atores passaram por uma bateria minuciosa de exames médicos. Qual a sensação de ficar suspenso a uma altura de quase 15 metros? Vamos experimentar?

Mosquetões, cinto, corda e capacete. Cada ator leva mais ou menos quatro quilos de equipamentos, além do equipamento de cena.

Um motor move o balancim, mas é preciso esticar as cordas sempre.



Como o espetáculo é feito à noite, o ator que tem medo de altura ele sofre muito mais. O que a gente percebe é que as pessoas passam embaixo e não se dão conta do que a gente está fazendo aqui em cima.

É dessa apatia que fala a peça. A maneira como o trabalho absorve as pessoas, as pressões do dia a dia.

Só que com essa trupe inteira em atuação, difícil mesmo é ficar indiferente.

Fonte: http://g1.globo.com/jornalhoje



Exercício resolvido: Hebe e Golias nos ensinam sobre r(R)omantismo



Unifesp
Em 2004, Ronald Golias e Hebe Camargo protagonizaram na TV uma versão humorística da obra Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Na história do poeta e dramaturgo inglês, Romeu e Julieta são dois jovens apaixonados, cujo amor é impedido de se concretizar pelo fato de pertencerem a famílias inimigas. Impossibilitados de viver o amor, morrem ambos.

Tema bastante recorrente nas literaturas românticas portuguesa e brasileira, o amor impossível aparece em personagens que encarnam o modelo romântico, cujas características são:

a) o sentimentalismo e a idealização do amor.
b) os jogos de interesses e a racionalidade.
c) o subjetivismo e o nacionalismo.
d) o egocentrismo e o amor subordinado a interesses sociais.
e) a introspecção psicológica e a idealização da mulher.

RESPOSTA: a)
COMENTÁRIO: Na verdade, como explicamos nas nossas aulas, existe uma grande diferença entre romantismo (que sempre existiu e existirá nas artes de uma maneira geral) e Romantismo (escola que surgiu no século XVIII na Europa e que chegou no Brasil no século seguinte, em 1836).



P.S.: O vídeo acima é de uma outra versão, de 1990. Foram gravadas três adaptações: 1968, 1990 e 2004.



 
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