UFU 2011: Raduan Nassar, o genial escritor que foi criar galinhas

Conheça um pouco sobre RADUAN NASSAR e sua obra Menina a caminho, selecionada pela UFU para os processos seletivos e 2011 e para a 3ª etapa do PAAES:

Para ter acesso à lista completa, clique aqui.


Ao acompanhar os passos da “Menina a caminho” pelas ruas de uma cidade do interior, o leitor ficará seduzido com ela pela sucessão de situações corriqueiras. Como a menina da narrativa, estará caminhando rumo a um desfecho que recupera dramaticamente o que se encontrava disperso ao longo daquele trajeto.

Primeiro trabalho de Raduan Nassar, escrito no início dos anos 60, só em 1997 “Menina a caminho” saiu em edição comercial, ao lado de textos escritos nos anos 60 e 70.
“Mãozinhas de seda”, que integra a coletânea, foi escrito especialmente para o segundo número dos Cadernos de Literatura Brasileira (IMS), quando Raduan Nassar foi tema da revista. O texto não foi publicado pelos Cadernos a pedido do autor.

Para saber mais sobre Raduan Nassar, clique na foto acima.


Uma entrevista com Luís de Camões

Olá alunos e leitores do Literatura éshow! Encontrei este texto na Internet e gostaria de compartilhá-lo com vocês. Trata-se de um trabalho escolar realizado em Portugal numa série correspondente ao nosso Ensino Médio. Os alunos tinham que apresentar a lírica camoniana através de uma entrevista fictícia com o próprio Luís de Camões. E como o trabalho foi publicado antes do novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, mantivemos a ortografia dos nossos colonizadores. Aproveitem bastante a leitura:

Jornalista (J) – Luis de Camões, desde já, gostaríamos de agradecer a sua simpatia e disponibilidade e por ter aceite o nosso convite para responder a algumas perguntas que julgamos essenciais para uma melhor compreensão da sua Poesia. Interessa-nos particularmente, a Lírica Camoniana. Assim, começaríamos por lhe perguntar quais as razões que o levaram a apresentar o ideal da Mulher em verso.
Luís de Camões (LC) – Eu é que vos agradeço! Não imaginam o prazer que é falar convosco! Ultimamente, melhor, nos últimos séculos, não me tem sido possível falar muito, como compreendem! Bem, agora vamos às vossas perguntas, ou melhor às respostas que esperais de mim. Escolhi o verso, como forma de expressão, porque não há nada tão simples como os versos. Além disso, queria que as minhas ideias sobre este tema tivessem um estilo grandioso e nada melhor do que poesia para conseguir aquilo a que me havia proposto.

J – Em que é que se baseou e quem o influenciou na descrição e idealização da Mulher perfeita?
LC – Ah, a Mulher, esse eterno alvo das minhas paixões e das minhas tristezas! Na verdade, poderei dizer que a minha poesia faz aquilo a que chamais a síntese do antigo e do novo, já que sofri algumas influências da lírica tradicional portuguesa,do grande Sá de Miranda, e da lírica clássica. Posso afirmar que Petrarca, um grande poeta italiano da época do Renascimento, me influenciou bastante! Este poeta teve a capacidade, a Visão de criar um modelo de mulher perfeita com várias características, cujas raízes têm origem nos trovadores provençais. Foi nesse mesmo modelo que me baseei para criar os meus poemas.

J – Que características são essas de que fala?
LC – A idealização da Mulher concretiza-se, sobretudo, em retratos em que a mulher é ausente e surge divinizada e inacessível, dona de uma beleza estereotipada, de onde sobressaem os cabelos de ouro; o olhar indefinido, mas doce; o gesto suave; o sorriso honesto, doce e vago. É uma mulher que se pauta pela perfeição e pureza, cuja beleza se reflecte na natureza. Esta visão da mulher traduz, também, a concepção Platónica de um amor ideal e inacessível. Algumas das composições poéticas que patenteiam as temáticas acabo de enunciar são “Ondados fios de ouro reluzente” e “Um mover d’ olhos, brando e piedoso”.

J – A sua lírica, a chamada Lírica Camoniana, oferece uma riqueza considerável de temas para além da idealização da Mulher. Quer falar-nos desses temas?
LC – Fá-lo-ei com enorme gosto! É sempre muito gratificante poder falar com jovens como vós, tão interessados na minha poesia. Vejamos então!
Os temas presentes na minha lírica são o galanteio ou o encarecimento amoroso, mais ou menos circunstancial; os temas psicológicos, geralmente em torno da paixão amorosa e os temas filosóficos, tais como o desajustamento entre o Merecimento e a Fortuna, entre o direito à felicidade e o gozo dela, entre a justiça aparente e a justiça transcendente ( o desconcerto ).
Estes temas não são originais, porque fazem parte das inquietações de outros. Eu apenas acrescento o meu toque pessoal, resultado das minhas vivências, num tom intenso, emocionado e vivido! Como sabem, a minha vida foi toda ela um imenso “mar de experiências”! É sabido que tive uma uma vida intensa de experiências, muitas paixões que, inclusivé, me permitiram exprimir a beleza carnal e, mais sugestivamente, a emoção erótica! Sim, é verdade, há erotismo nos meus poemas. Na verdade, todas estas experiências fizeram com que a minha poesia, ao contrário da de Petrarca, não pareça isolada do mundo.Pelo contrário, os meus poemas são agitados por impulsos, impaciências, desesperos, causados não pelas contradições íntimas do sentimento amoroso mas pela interferência de factores externos a mim como por exemplo o ciúme, o remorso, a desigualdade social, a ausência e a inexorável marcha do tempo que impossibilita o regresso aos momentos felizes.

J - Como descreve o Amor na sua poesia?
LC - Ah, quanto vos agradeço darem-me a oportunidade de poder falar do Amor, esse sentimento que entusiasma o homem, tornando-o capaz de atingir o Bem, a Beleza e a Verdade. É também um sentimento de significado contrário à própria natureza. Por um lado, o Amor é manifestação do espírito, por outro é manifestação física. Para mim, definitivamente, o Amor deve ser experimentado, deve ser sentido e não apenas mental, um sentimento de pensamento.

J - Pensa, então, que o Amor é algo complexo.
LC - Sem dúvida! Na minha poesia lírica, tento transmitir a ideia de que o Amor só vale a pena quando é complexo, e contraditório. No fundo, como diz um colega meu, não sei se conhecem, Fernando Pessoa, “tudo vale a pena se a Alma não é pequena”. Tal como no Amor!
No entanto, há uma diferença entre os meus poemas mais antigos, Medida Velha,nos quais me aproximo mais da poesia popular medieval. Na Medida Nova, nota-se uma aproximação aos grandes vultos da literatura clássica.

J - Fale-nos um pouco mais da Medida Velha e da Medida Nova, por favor.
LC - Bem, dir-vos-ei que na lírica camoniana coexistem a poética tradicional, herdada da poesia trovadoresca e do Cancioneiro Geral, e o estilo renascentista, introduzido em Portugal por Sá de Miranda, esse vulto maior da cultura portuguesa.
Relativamente à poesia da medida velha, também conhecida como corrente tradicional, poder-se-á referir que as formas predominantes são as redondilhas e as composições poéticas o vilancete e a cantiga. Ao nível do conteúdo, irão encontrar os temas tradicionais e populares:a menina que vai à fonte; o verde dos campos e dos olhos; o amor simples e natural, a saudade e o sofrimento; a dor e a mágoa; a exaltação da beleza de uma mulher de condição servil, de olhos pretos e tez morena; o amor platónico. Algumas das composições poéticas que sustentam as afirmações enunciadas são “Descalça vai para a fonte”, “Se Helena apartar”, “Aquela cativa”, entre outras.
No que diz respeito à poesia da medida nova ou corrente renascentista, poder-se-á aludir ao facto de a forma predominante ser o verso decassilábico e a composição poética, o soneto. Ao nível do conteúdo, encontram-se variados temas ligados não só ao amor e à mulher, como também à mudança e ao desconcerto do mundo, caminhando para pior,sempre para pior, com os valores morais a inverterem-se e a perderem-se: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, lembram-se?
Em suma, meus amigos, a minha poesia tenta ser uma poesia humanista, preocupada com os grandes problemas do ser humano que, como vêem, já existiam e me inquietavam há 500 anos.
Agora meus amigos, já estou um pouco cansado. Se não se importam e se me permitem, retiro-me! Faz-se tarde e tenho de voltar aos Jerónimos. Sabem que vivo nos claustros dos Jerónimos? Um pouco frio no Inverno mas muito agradável no Verão! Venham visitar-me, apareçam!

J - Caro Luís de Camões, foi uma honra e um privilégio ter-nos dado a oportunidade de estar à conversa com aquele que consideramos o poeta de todos os protugueses.
LC - Eu é que agradeço! Ah, é verdade, digam aos vossos governantes que ficarei muito triste se um dia deixarem de dizer os meus poemas nas vossas escolas!
J - Não se preocupe, daremos o seu recado e conte connosco para a divulgação da sua Imensa Obra!


Siga @millorfernandes e veja a literatura sendo criada em tempo real, ainda suja de placenta

Hoje quero dar uma sugestão de leitura diferente. Uma sugestão que não está no gibi, nem no livro, nem em revistas ou jornais, e sim aqui na internet. Mais propriamente, no Twitter. A Revista Época desta semana traz uma longa matéria (com direito a capa!) sobre as redes sociais no Brasil, analisando se realmente vale a pena fazer parte delas. Quero, modestamente, dar minha contribuição sobre o assunto.

Na minha opinião, sim, vale a pena. É claro que (como tudo nesta vida) com moderação. E o que mais chama a atenção do grande público, especificamente no Twitter, é a possibilidade de seguir seus ídolos e ver o lado “real” dessas grandes celebridades. Eu, particularmente, já deixei de gostar de algumas pessoas depois de conhecê-las mais de perto. Mas encontrei também muita gente boa, e me encantei mais e mais com alguns que eu já conhecia. E entre estas últimas, está Millôr Fernandes.

Eu já conhecia o Millôr do Pasquim, o das “Fábulas fabulosas”, o Millôr da Revista Veja, o dos jornais, o das charges incríveis ("Jovem, cumpra seu dever! A corrupção precisa de você!”) e muitos outros “Millôres” dos quais não consigo me lembrar. E agora, ando encantadíssimo com o Millôr Fernandes do Twitter. Sugestão do Faustão (quem disse que não existe algo de útil na TV de domingo à tarde?).

Sempre que aparece em minha página um tweet do @millorfernades vou logo correndo pra ler. E me sinto próximo de uma Literatura que acabou de nascer. Que ainda está suja de placenta poética. São reflexões, aforismos, grandes sacadas que futuramente poderão ser compiladas numa espécie de “Antologia Tweetica de Millôr Fernandes”. E mesmo que em alguns momentos as sacadas não sejam tão geniais (o que evidentemente pode acontecer) creio que já vale a pena acompanhá-las. Até porque (pensando nessa “antologia”) quem de nós não tem curiosidade em ler o que os autores NÃO publicam?

Fica aqui a sugestão. Que meus alunos e leitores possam, como eu, aprender um pouco mais sobre a vida com esse grande nome das nossas artes. Se você tem um perfil no Twitter, dê um “follow” em @millorfernades. Se não tem, faça! E comece seguindo esse grande cara. Vale a pena!

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Para visualizar o perfil de Millôr Fernandes do Twitter, clique aqui.

Para visitar o site oficial de Millôr, clique aqui.

Para ler a biografia de Millôr Fernandes do site Releituras, clique aqui.

Para acessar a versão eletrônica da coluna “O Pif-Paf” na revista “O cruzeiro”, clique aqui.

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Tirando os sapatos da alma e voando nas asas delicadas da Poesia

Hoje quero sugerir algo diferente aos meus leitores: um programa de rádio. Não se assuntem! Isso NÃO é coisa do passado. Até porque, ele pode ser ouvido através da Internet. Trata-se do programa Poesia nas asas do tempo que vai ao ar às quintas-feiras, 20h, pela FM Universitária de Uberlândia (107.5), com apresentação do jornalista Márcio Alvarenga e do Jogral Qualquerlua.


Durante uma hora, o “Jogral Qualquerlua - por amor à poesia” nos apresenta textos dos mais variados autores e períodos da Literatura universal, através de declamações muito bem produzidas, com uma excelente trilha sonora. É um momento para tirar os sapatos da alma, relaxar, esquecer dos problemas e realmente deixar-se levar pelas asas do tempo, pelas asas delicadas da poesia. Não tem como não se encantar...

O Jogral existe há dez anos e é composto por pessoas das mais variadas profissões e que têm em comum um amor incondicional à arte da palavra. Eles também fazem apresentações públicas em eventos pela região, alimentando a alma de inúmeras pessoas que talvez estejam tendo o seu primeiro contato com a poesia. A essência do trabalho realizado pelo Qualquerlua está na página inicial de seu site:

A poesia não reclama espaço nem tempo para comparecer, ao lado de outras manifestações culturais, no concerto existencial de qualquer época. A poesia sempre existiu e sempre atuou como forma de manifestação do belo, sua função mais esperada, mas também de forma opinativa, sem jamais abdicar da linguagem que lhe é própria. Pode parecer que a poesia está ausente do cotidiano. Mas não. A poesia está simplesmente situada em espaços próprios, onde pode se mostrar de diferentes maneiras aos seus apreciadores. O “Jogral Qualquerlua” vem proporcionar um desses espaços.

Ouça o programa, visite o site, conheça esse pessoal. Valorize aqueles que valorizam a poesia.

E aproveitando a oportunidade, fica aqui mais um conselho: não espere chegar quinta-feira para ouvir a Rádio Universitária PHD (Programação Híper Dinâmica). Clique aqui ou ouça através do site.

Para acessar o site do Jogral Qualquerlua, clique aqui.


 
ANOTE AÍ:
Quinta - 20h
A poesia nas asas do tempo
FM Universitária de Uberlândia - 107.5
Para ouvir, clique aqui.


Artistas celebram Salvador através de xilogravura e literatura de cordel

O dia-a-dia do povo baiano é contado por artistas por meio da xilogravura. Saiba mais sobre o trabalho de Franklin Machado, cuja poesia é entalhada na madeira, e do alemão Hansen Bahia.




Para saber mais sobre a arte da Xilogravura, clique aqui.


Um vídeo do programa Via Brasil, da Globo News.


Ferreira Gullar é agraciado com o maior prêmio da Língua Portuguesa

O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar (1930) é o vencedor do Prémio Camões 2010. Este é o prêmio de maior prestígio de língua portuguesa.

Ferreira Gullar é o escritor premiado que se segue ao cabo-verdiano Arménio Vieira e, nos anos anteriores, ao brasileiro João Ubaldo Ribeiro (2008) e ao português António Lobo Antunes (2007). Ferreira Gullar é o nono brasileiro a ganhar o Prémio Camões, depois de João Cabral de Mello Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, António Cândido, Autran Dourado, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles e João Ubaldo Ribeiro. Pseudónimo de José Ribamar Ferreira, Ferreira Gullar é poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, argumentista de teatro e de televisão e ensaísta. Em 1949, publicou o seu primeiro livro, "Um pouco acima do chão". Integrou vários movimentos literários e artísticos, tendo sido nomeado, em 1961, Director da Fundação Cultural de Brasília, onde elaborou o projecto do Museu de Arte Popular. Esteve no exílio (Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires), de 1971 a 1977. Ferreira Gullar já foi agraciado com vários prémios, entre os quais o Prémio Jabuti (em 1999 e em 2007), o Prémio Alphonsus de Guimarães, bem como o prémio Multicultural 2000, do jornal "O Estado de São Paulo". Em 2002, por indicação de nove académicos dos EUA, de Portugal e do Brasil, foi indicado para o Prémio Nobel de Literatura. Em Portugal, a sua obra está publicada pelas Quasi Edições.

O júri, presidido por Helena Buescu, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi composto por José Carlos Seabra Pereira, professor associado da Universidade de Coimbra, Inocência Mata, professora santomense de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e professora convidada em várias universidades brasileiras e norte-americanas, Luís Carlos Patraquim, escritor e jornalista moçambicano, António Carlos Secchin, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ainda a escritora brasileira Edla van Steen.

Fonte: Instituto Camões

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Abaixo, uma entrevista de Ferreira Gullar ao programa "Jogo de Ideias", da Fundação Itaú Cultural

Abaixo, uma filmagem amadora com um depoimento de Ferreira Gullar na FLIP 2006. A filmagem não é boa, mas o conteúdo... É emocionante!

Para conhecer mais sobre Ferreira Gullar, acesse seu site oficial clicando aqui.

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Manoel de Barros, o maior poeta vivo da Literatura brasileira

Muitos de meus alunos me perguntam sobre a Literatura dos dias de hoje. Querem saber quem são os grandes nomes das letras atuais, quais as grandes temáticas e, inclusive, até as discutíveis “características”. E em todas as vezes em que isso acontece, me vem à mente alguns nomes e, entre eles, sempre está o do mato-grossense Manoel de Barros.

Eu, particularmente, acho uma grande injustiça que sua poesia ainda seja tão desconhecida. Porque ela é grandiosa. Ela é imensa. Vários poetas, incluindo Carlos Drummond de Andrade, não se cansaram de incensar o vate pantaneiro. Neste país onde as grandes personalidades não têm reconhecimento enquanto estão vivas, Manoel, infelizmente, engrossa as estatísticas.

É claro que seu nome já aparece em alguns livros didáticos, sua poética vem sendo amplamente divulgada e estudada nas academias, mas a meu ver, ainda é pouco. Ele tem que ser lido, cada vez mais, pra que cada vez mais possamos nos sentir mais brasileiros.

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Abaixo, a Biografia de Manoel de Barros, retirada do site Jornal de Poesia:

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta.

Tinha um ano de idade quando o pai decidiu fundar fazenda com a família no Pantanal: construir rancho, cercar terras, amansar gado selvagem. Nequinho, como era chamado carinhosamente pelos familiares, cresceu brincando no terreiro em frente à casa, pé no chão, entre os currais e as coisas "desimportantes" que marcariam sua obra para sempre. "Ali o que eu tinha era ver os movimentos, a atrapalhação das formigas, caramujos, lagartixas. Era o apogeu do chão e do pequeno."

Com oito anos foi para o colégio interno em Campo Grande, e depois no Rio de Janeiro. Não gostava de estudar até descobrir os livros do padre Antônio Vieira: "A frase para ele era mais importante que a verdade, mais importante que a sua própria fé. O que importava era a estética, o alcance plástico. Foi quando percebi que o poeta não tem compromisso com a verdade, mas com a verossimilhança." Um bom exemplo disso está num verso de Manoel que afirma que "a quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso." E quem pode garantir que não é? "Descobri que servia era pra aquilo: Ter orgasmo com as palavras." Dez anos de internato lhe ensinaram a disciplina e os clássicos a rebeldia da escrita.

Mas o sentido total de liberdade veio com "Une Saison en Enfer" de Arthur Rimbaud (1854-1871), logo que deixou o colégio. Foi quando soube que o poeta podia misturar todos os sentidos. Conheceu pessoas engajadas na política, leu Marx e entrou para a Juventude Comunista. Seu primeiro livro, aos 18 anos, não foi publicado, mas salvou-o da prisão. Havia pichado "Viva o comunismo" numa estátua, e a polícia foi buscá-lo na pensão onde morava. A dona da pensão pediu para não levar o menino, que havia até escrito um livro. O policial pediu para ver, e viu o título: "Nossa Senhora de Minha Escuridão". Deixou o menino e levou a brochura, único exemplar que o poeta perdeu para ganhar a liberdade.

Quando seu líder Luiz Carlos Prestes foi solto, depois de dez anos de prisão, Manoel esperava que ele tomasse uma atitude contra o que os jornais comunistas chamavam de "o governo assassino de Getúlio Vargas." Foi, ansioso, ouvi-lo no Largo do Machado, no Rio. E nunca mais se esqueceu: "Quando escutei o discurso apoiando Getúlio — o mesmo Getúlio que havia entregue sua mulher, Olga Benário, aos nazistas — não agüentei. Sentei na calçada e chorei. Saí andando sem rumo, desconsolado. Rompi definitivamente com o Partido e fui para o Pantanal".

Mas a idéia de lá se fixar e se tornar fazendeiro ainda não havia se consolidado no poeta. Seu pai quis lhe arranjar um cartório, mas ele preferiu passar uns tempos na Bolívia e no Peru, "tomando pinga de milho". De lá foi direto para Nova York, onde morou um ano. Fez curso sobre cinema e sobre pintura no Museu de Arte Moderna. Pintores como Picasso, Chagall, Miró, Van Gogh, Braque reforçavam seu sentido de liberdade. Entendeu então que a arte moderna veio resgatar a diferença, permitindo que "uma árvore não seja mais apenas um retrato fiel da natureza: pode ser fustigada por vendavais ou exuberante como um sorriso de noiva" e percebeu que "os delírios são reais em Guernica, de Picasso". Sua poesia já se alimentava de imagens, de quadros e de filmes. Chaplin o encanta por sua despreocupação com a linearidade. Para Manoel, os poetas da imagem são Federico Fellini, Akira Kurosawa, Luis Buñuel ("no qual as evidências não interessam") e, entre os mais novos, o americano Jim Jarmusch. Até hoje se confessa um "...'vedor' de cinema. Mas numa tela grande, sala escura e gente quieta do meu lado"

Voltando ao Brasil, o advogado Manoel de Barros conheceu a mineira Stella no Rio de Janeiro e se casaram em três meses. No começo do namoro a família dela — mineira — se preocupou com aquele rapaz cabeludo que vivia com um casaco enorme trazido de Nova York e que sempre se esquecia de trazer dinheiro no bolso. Mas, naquela época, Stella já entendia a falta de senso prático do noivo poeta. Por isso, até hoje Manoel a chama de "guia de cego". Stella o desmente: "Ele sempre administrou muito bem o que recebeu." E continuam apaixonados, morando em Campo Grande (MS). Têm três filhos, Pedro, João e Marta (que fez a ilustração da capa da 2a. edição do "Livro das pré-coisas") e sete netos.

Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Rio de Janeiro, cidade onde residiu até terminar seu curso de Direito, em 1949. Como já foi dito, mais tarde tornou-se fazendeiro e assumiu de vez o Pantanal.

Seu primeiro livro foi publicado no Rio de Janeiro, há mais de sessenta anos, e se chamou "Poemas concebidos sem pecado". Foi feito artesanalmente por 20 amigos, numa tiragem de 20 exemplares e mais um, que ficou com ele.

Nos anos 80, Millôr Fernandes começou a mostrar ao público, em suas colunas nas revistas Veja e Isto é e no Jornal do Brasil, a poesia de Manoel de Barros. Outros fizeram o mesmo: Fausto Wolff, Antônio Houaiss, entre eles. Os intelectuais iniciaram, através de tanta recomendação, o conhecimento dos poemas que a Editora Civilização Brasileira publicou, em quase a sua totalidade, sob o título de "Gramática expositiva do chão".

Hoje o poeta é reconhecido nacional e internacionalmente como um dos mais originais do século e mais importantes do Brasil. Guimarães Rosa, que fez a maior revolução na prosa brasileira, comparou os textos de Manoel a um "doce de coco". Foi também comparado a São Francisco de Assis pelo filólogo Antonio Houaiss, "na humildade diante das coisas. (...) Sob a aparência surrealista, a poesia de Manoel de Barros é de uma enorme racionalidade. Suas visões, oníricas num primeiro instante, logo se revelam muito reais, sem fugir a um substrato ético muito profundo. Tenho por sua obra a mais alta admiração e muito amor." Segundo o escritor João Antônio, a poesia de Manoel vai além: "Tem a força de um estampido em surdina. Carrega a alegria do choro." Millôr Fernandes afirmou que a obra do poeta é "'única, inaugural, apogeu do chão." E Geraldo Carneiro afirma: "Viva Manoel violer d'amores violador da última flor do Laço inculta e bela. Desde Guimarães Rosa a nossa língua não se submete a tamanha instabilidade semântica". Manoel, o tímido Nequinho, se diz encabulado com os elogios que "agradam seu coração".

O poeta foi agraciado com o “Prêmio Orlando Dantas” em 1960, conferido pela Academia Brasileira de Letras ao livro “Compêndio para uso dos pássaros”. Em 1969 recebeu o Prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal pela obra “Gramática expositiva do chão” e, em 1997, o "Livro sobre nada” recebeu o Prêmio Nestlé, de âmbito nacional. Em 1998, recebeu o Prêmio Cecília Meireles (literatura/poesia), concedido pelo Ministério da Cultura.

Numa entrevista concedida a José Castello, do jornal "O Estado de São Paulo", em agosto de 1996, ao ser perguntado sobre qual sua rotina de poeta, respondeu:

"Exploro os mistérios irracionais dentro de uma toca que chamo 'lugar de ser inútil'. Exploro há 60 anos esses mistérios. Descubro memórias fósseis. Osso de urubu, etc. Faço escavações. Entro às 7 horas, saio ao meio-dia. Anoto coisas em pequenos cadernos de rascunho. Arrumo versos, frases, desenho bonecos. Leio a Bíblia, dicionários, às vezes percorro séculos para descobrir o primeiro esgar de uma palavra. E gosto de ouvir e ler "Vozes da Origem". Gosto de coisas que começam assim: "Antigamente, o tatu era gente e namorou a mulher de outro homem". Está no livro "Vozes da Origem", da antropóloga Betty Mindlin. Essas leituras me ajudam a explorar os mistérios irracionais. Não uso computador para escrever. Sou metido. Sempre acho que na ponta de meu lápis tem um nascimento."

Diz que o anonimato foi "por minha culpa mesmo. Sou muito orgulhoso, nunca procurei ninguém, nem freqüentei rodas, nem mandei um bilhete. Uma vez pedi emprego a Carlos Drummond de Andrade no Ministério da Educação e ele anotou o meu nome. Estou esperando até hoje", conta. Costuma passar dois meses por ano no Rio de Janeiro, ocasião em que vai ao cinema, revê amigos, lê e escreve livros.

Não perdeu o orgulho, mas a timidez parece cada vez mais diluída. Ri de si mesmo e das glórias que não teve. "Aliás, não tenho mais nada, dei tudo para os filhos. Não sei guiar carro, vivo de mesada, sou um dependente", fala. Os rios começam a dormir pela orla, vaga-lumes driblam a treva. Meu olho ganhou dejetos, vou nascendo do meu vazio, só narro meus nascimentos."

O diretor Pedro Cezar filma "Só dez por cento é mentira", um documentário sobre a vida do poeta que deverá ser exibido em abril de 2007. O título do filme refere-se a uma frase de Manoel de Barros: "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira".


Abaixo, uma pequena mostra da poesia de Manoel de Barros:

Retrato Quase Apagado em que se Pode Ver Perfeitamente Nada
de "O Guardador de Águas"


I

Não tenho bens de acontecimentos.
O que não sei fazer desconto nas palavras.
Entesouro frases. Por exemplo:
- Imagens são palavras que nos faltaram.
- Poesia é a ocupação da palavra pela Imagem.
- Poesia é a ocupação da Imagem pelo Ser.
Ai frases de pensar!
Pensar é uma pedreira. Estou sendo.
Me acho em petição de lata (frase encontrada no lixo)
Concluindo: há pessoas que se compõem de atos, ruídos, retratos.
Outras de palavras.
Poetas e tontos se compõem com palavras.

II
Todos os caminhos - nenhum caminho
Muitos caminhos - nenhum caminho
Nenhum caminho - a maldição dos poetas.

III
Chove torto no vão das árvores.
Chove nos pássaros e nas pedras.
O rio ficou de pé e me olha pelos vidros.
Alcanço com as mãos o cheiro dos telhados.
Crianças fugindo das águas
Se esconderam na casa.

Baratas passeiam nas formas de bolo...

A casa tem um dono em letras.

Agora ele está pensando -

no silêncio Iíquido
com que as águas escurecem as pedras...

Um tordo avisou que é março.

IV
Alfama é uma palavra escura e de olhos baixos.
Ela pode ser o germe de uma apagada existência.
Só trolhas e andarilhos poderão achá-la.
Palavras têm espessuras várias: vou-lhes ao nu, ao
fóssil, ao ouro que trazem da boca do chão.
Andei nas pedras negras de Alfama.
Errante e preso por uma fonte recôndita.
Sob aqueles sobrados sujos vi os arcanos com flor!

V
Escrever nem uma coisa Nem outra -
A fim de dizer todas
Ou, pelo menos, nenhumas.
Assim,
Ao poeta faz bem
Desexplicar -
Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.

VI
No que o homem se torne coisal,
corrompem-se nele os veios comuns do entendimento.
Um subtexto se aloja.
Instala-se uma agramaticalidade quase insana,
que empoema o sentido das palavras.
Aflora uma linguagem de defloramentos, um inauguramento de falas
Coisa tão velha como andar a pé
Esses vareios do dizer.

VII
O sentido normal das palavras não faz bem ao poema.
Há que se dar um gosto incasto aos termos.
Haver com eles um relacionamento voluptuoso.
Talvez corrompê-los até a quimera.
Escurecer as relações entre os termos em vez de aclará-los.
Não existir mais rei nem regências.
Uma certa luxúria com a liberdade convém.

VII
Nas Metamorfoses, em 240 fábulas,
Ovídio mostra seres humanos transformados
em pedras vegetais bichos coisas
Um novo estágio seria que os entes já transformados
falassem um dialeto coisal, larval,
pedral, etc.
Nasceria uma linguagem madruguenta, adâmica, edênica, inaugural

- Que os poetas aprenderiam -
desde que voltassem às crianças que foram
às rãs que foram
às pedras que foram.
Para voltar à infância, os poetas precisariam também de reaprender a errar
a língua.
Mas esse é um convite à ignorância? A enfiar o idioma nos mosquitos?
Seria uma demência peregrina.

IX
Eu sou o medo da lucidez
Choveu na palavra onde eu estava.
Eu via a natureza como quem a veste.
Eu me fechava com espumas.
Formigas vesúvias dormiam por baixo de trampas.
Peguei umas idéias com as mãos - como a peixes.
Nem era muito que eu me arrumasse por versos.
Aquele arame do horizonte
Que separava o morro do céu estava rubro.
Um rengo estacionou entre duas frases.
Uma descor
Quase uma ilação do branco.
Tinha um palor atormentado a hora.
O pato dejetava liquidamente ali.

Abaixo, assista a alguns vídeos sobre o poeta:

Entrevista, Parte 1







Entrevista, Parte 2





Entrevista, Parte 3





Entrevista, Parte 4





Entrevista com a atriz Cássia Kiss sobe a poesia de Manoel de Barros


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A inspiradora paixão de William Shakespeare

Shakespeare Apaixonado, por João Luís de Almeida Machado

Que o bardo inglês foi o maior escritor de todos os tempos ninguém duvida. Se o filme "Shakespeare Apaixonado" fez jus ao seu personagem central, existem muitas dúvidas a respeito. Nem mesmo o prêmio de melhor filme concedido pela Academia de Hollywood (o Oscar) parece ter feito do filme uma unanimidade entre os críticos, pelo contrário, muitas foram as pessoas que questionaram a entrega de tão conceituado prêmio a um filme considerado apenas mediano ou razoável.

Premiações à parte, "Shakespeare Apaixonado" tem muitos méritos e, para os educadores pode se tornar um bom referencial para trabalho em sala de aula. Joseph Fiennes (como William Shakespeare), Gwyneth Paltrow (no papel de Lady Viola, a amada de Will Shakespeare) e o elenco de apoio formam um base sólida para as interpretações. A reprodução de época foi realizada de forma admirável, com os locais por onde circulavam atores, diretores e escritores tendo sido refeitos de acordo com os modelos de época. O figurino é outro rico ornamento utilizado no filme para nos fazer viajar no tempo e sentir os ares da Inglaterra do século XVI.

A história do filme aborda uma paixão fulminante que teria atingido o grande escritor no momento em que passa por uma crise que não permite a ele escrever. Will precisa desesperadamente produzir uma nova peça teatral para conseguir pagar suas dívidas (pelas quais, inclusive, corre risco de vida), no entanto, esse vazio criativo que o atinge impede que ele termine uma peça entitulada, à princípio, como "Ethel e o pirata". Uma outra preocupação que o aflige refere-se ao fato de que ele parece instado a competir com um outro grande autor daquela época, que desfruta de muito mais prestígio que ele nos meios teatrais londrinos.

Sua paixão, o grande mote do filme, também lhe causará problemas. Sua amada Lady Viola, pertence a outro nível social (a nobreza) e, está sendo prometida a um importante figurão da região onde mora. O status social, no entanto, não parece ser impedimento para a realização de um amor que desde o primeiro momento contou com uma resposta positiva por parte da bela dama. Através de subterfúgios dignos de Romeu, Will Shakespeare consegue se aproximar de sua Julieta e, concretizar uma bela história romântica.

Paralelamente a trama central do filme, Shakespeare descobre as peças que lhe permitem, aos poucos, a composição de uma de suas maiores obras, justamente "Romeu e Julieta". A história do filme nos faz crer que, motivado por um romance particular, Shakespeare teria encontrado motivação para realizar um de seus clássicos. Nesse momento o professor que estiver trabalhando com o filme deve esclarecer que a história apresentada no filme é uma peça ficcional. Dessa forma, evita que essas informações sejam encaradas pelos alunos como fidedignas e verdadeiras.

Se a história do filme utiliza-se de um personagem histórico que realmente existiu e cria situações não verificadas a respeito do mesmo, numa obra de ficção, então qual é o valor educational desse material filmado?

Poder circular pela Inglaterra desse importante período, verificando as condições gerais em que foram criadas algumas das mais importantes obras do Renascimento Cultural, despertando os alunos para o fato de que essa época traduziu-se em produções imortais de alguns dos maiores pensadores, literatos, cientistas e artistas de todos os tempos.

Aprofundar o conhecimento sobre Shakespeare, incentivando dessa forma a leitura de textos como "Hamlet", "Otelo", "Sonhos de uma noite de verão", "O Mercador de Veneza" ou mesmo de "Romeu e Julieta", entre tantas outras obras fantásticas produzidas pelo grande escritor inglês. Fazer uma ponte que permita ao aluno entrar em contato com outros grandes literatos do período como Camões ou Cervantes.

Ampliar a noção de Renascimento Cultural, extrapolando os limites da literatura e permitindo aos alunos associar esse grande momento da história da humanidade a produções na área da ciência (com destaque para os trabalhos de Copérnico, Galileu, Kepler,…), das artes (como podemos deixar de enaltecer as produções de Michelângelo, Rafael, Leonardo Da Vinci,…) ou da filosofia (com as decisivas contribuições de Maquiavel, Hobbes, Descartes,…).

Além disso tudo, discutir em filosofia ou literatura o maior de todos os sentimentos, o amor. O mais interessante é notar que o brilhantismo da obra de Shakespeare decorre justamente da intensidade e riqueza com que aborda a natureza humana, seus temores e fraquezas, suas virtudes e qualidades, seus rancores e sentimentos (entre os quais, com grande brilho, dedicam-se páginas e páginas ao amor, justamente o tema central do filme).

Apesar das resistências de algumas pessoas, assista o filme e tire suas próprias conclusões. Eu recomendo!
João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Ficha Técnica:
Shakespeare Apaixonado
Shakespeare in Love
País\Ano de Produção: EUA, 1998
Duração\Gênero: 122 min, Comédia
Direção: John Madden
Roteiro: Marc Norman e Tom Stoppard
Elenco: Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Geoffrey Rush, Ben Affleck,
Tom Wilkinson, Judi Dench.

Essa resenha foi publicada originalmente no site Planeta Educação.


Assista a uma cena do filme:



 
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