“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe”

Olá moçada… Nesses tempos de Copa do Mundo, todo planeta volta seus olhos para o futebol. E com a proposta de apresentar periodicamente aqui no les!, neste período, postagens que envolvam temas relativos ao mundial, lembrei-me de um email que circula pela web, com frases atribuídas a pessoas ligadas ao esporte.

É óbvio que não chequei a autenticidade das pérolas. Não é necessário, pois num blogue sobre Literatura, “verdade” não é antônimo de “mentira” e sim de “ficção”. Portanto, mesmo que seja mentira, vamos dar boas risadas durante a leitura.

Preparados? Vamos a elas:


“Que interessante, aqui no Japão só tem carro importado”. (Jardel, ex-atacante do Grêmio)

“A partir de agora, o meu coração só tem uma cor: vermelho e preto”. (Jogador Fabão, assim que chegou ao Flamengo)

“Eu, o Paulo Nunes e o Dinho vamos fazer uma dupla sertaneja”. (Jardel, ex-atacante do Grêmio)

“Tenho o maior orgulho de jogar na terra onde nasceu Jesus Cristo”. (Claudiomiro, ex-meia do Internacional, ao chegar a Belém do Pará para disputar uma partida contra o Paysandu, pelo Brasileirão de 72)

“Nem que tivesse dois pulmões, eu alcançava essa bola”. (Bradock, reclamando de um passe longo)

“A bola ia indo, indo, indo... e iu”! (Nunes, jogador do Flamengo, da década de 80)

“No México que é bom. Lá, a gente recebe semanalmente de 15 em 15 dias”. (Ferreira, ex-ponta esquerda do Santos)

“Quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe”. (Jardel, ex-atacante do Vasco, Grêmio e da Seleção)

“O meu clube estava à beira do precipício, mas tomou a decisão correta: deu um passo à frente”. (João Pinto, jogador do Benfica de Portugal)

“Na Bahia, é todo mundo muito simpático. É um povo muito hospitalar”. (Zanata, baiano, ex-lateral do Fluminense, ao comentar sobre a hospitalidade do povo baiano)

“Chegarei de surpresa dia 15, às duas da tarde, voo 619 da Varig”. (Mengálvio, ex-meia do Santos, em telegrama à família, quando em excursão à Europa).

“Tanto na minha vida futebolística quanto na minha vida ser humana”. (Nunes, ex-atacante do Flamengo, em uma entrevista antes do jogo de despedida do Zico)

“Eu peguei a bola no meio de campo e fui fondo, fui fondo, fui fondo e chutei pro gol”. (Jardel, ao relatar ao repórter o gol que tinha feito)

“Jogador tem que ser completo como o pato, que é um bicho aquático e gramático”. (Vicente Matheus, eterno presidente do Corinthians)

“O difícil, como vocês sabem, não é fácil”. (Vicente Matheus)

“Haja o que hajar, o Corinthians vai ser campeão”. (Vicente Matheus)

“O Sócrates é invendável, inegociável e imprestável”. (Vicente Matheus, ao recusar uma oferta dos franceses).




Verissimo e o mistério do futebol

MISTÉRIO DO FUTEBOL - Luis Fernando Verissimo

Começa quando a gente é criança. Quando qualquer coisa - até o corredor da casa - é um campo de futebol e qualquer coisa vagamente esférica é a bola. Se é genético, não se sabe. Um brasileiro criado na selva por chimpanzés, quando se pusesse de pé, começaria a fazer embaixadas com frutas, mesmo sem saber o que estava fazendo? Não se sabe.

Nenhum prazer que teremos na vida depois, incluindo a primeira transa, se iguala ao prazer da primeira bola de verdade. Autobiografia: sou do tempo da bola de couro com cor de couro. A oficial, número 5. Ganhei a minha primeira com cinco ou seis anos. Ainda me lembro do cheiro. Depois de ganhá-la, você ficava num dilema: levá-la para a calçada e começar a chutá-la, ou preservar o seu couro reluzente? Uma bola futebol de verdade era uma coisa tão preciosa que se hesitava em estragá-la com o futebol.

Futebol de calçada. O tamanho dos times variava. De um para cada lado a 14 ou 15 para cada lado. Duração das partidas: até escurecer ou a vizinhança reclamar, o que acontecesse primeiro.

Nada interrompia as partidas. Ninguém saía. Joelho ralado, a mãe via depois. Gente passando na calçada que se cuidasse. Só se respeitava velhinha, deficiente físico e, vá lá, grávida. Os outros não estavam livres de ser atropelados. Quem mandara invadir nosso campo?

Comparado com calçada, terreno baldio era estádio. E terreno baldio com goleiras, então, era Maracanã. As goleiras podiam ser feitas com sarrafos ou galhos de árvore. Não importava, eram goleiras. Um luxo antes inimaginável.

O prazer de acertar um chute no ângulo da goleira. Qualquer goleira. O que pode se comparar, na experiência humana? Ou na experiência humana de um brasileiro?

Todos estes prazeres passam - com o tempo e as obrigações, com a vida séria, com a barriga - mas o amor pelo nosso time continua. Confiamos ao nosso time a tarefa de continuar nossa infância por nós. Passamos-lhe a guarda dos nossos prazeres com a bola. A relação com o nosso time é a única das nossas relações infantis que perdura, tão intensa e irracional quanto antes. Ou mais.

De onde vem isso? Que tipo de amor é esse? Um mistério. Dizem que no fundo é uma necessidade de guerra. De ter uma bandeira, ser uma nação e arrasar outras nações, nem que seja metaforicamente. Psicologia fácil. Não explica por que a pequena torcida do Atlético Cafundó, que nunca arrasará ninguém, continua torcendo pelo seu time. Talvez o que a gente ame no futebol seja o nosso amor pelo futebol. Isso que nos faz diferentes dos outros, que amam o futebol mas não tanto, não tão brasileiramente.

Ou talvez o que a gente ame seja justamente o mistério.


Texto publicado no Jornal MARCA DA CAL, abril de 2007.


Uma entrevista exclusiva com a escritora Drica Bitarello, autora da saga Radegund


O blog Literatura éshow! apresenta hoje uma entrevista com a escritora Drica Bitarello. Natural da cidade de Juiz de Fora-MG, Drica é autora da saga Radegund, uma série de livros épicos medievais. São 6 títulos: o primeiro, O reino dos céus, já foi publicado através do Clube dos Autores e conta com excelentes resenhas no Skoob. O próximo já está a caminho, é Fogo vermelho, a ser lançado em julho de 2010. A saga conta ainda com os títulos A Cruz e o Crescente, O Despertar do Dragão, Corações Sombrios e Senhora dos Dragões que em breve povoarão as livrarias do país e de lá, para as nossas estantes, para nossa vida de leitor. Leia e se delicie:



lés!: Em primeiro lugar, Drica, fale um pouco de você. Quem é Drica Bitarello hoje?
Drica Bitarello: A Drica hoje é a criatura que trabalha em média 14 a 16 horas por dia, entre o “trabalho de gente normal” e o trabalho com a literatura, que envolve não só meus livros, como também artigos para blogs, sites e resenhas de livros de outros escritores. Tem também a parte mãe-pai-mecânico-encanador-eletricista-e-etc, rsss. (na verdade, o “etc” é que acaba comigo...). No fim das contas, a Drica é feliz.

lés!: E quanto à Drica Bitarello leitora? Quando ela surgiu dentro de você?
Drica Bitarello: Acho que a leitora nasceu comigo, dentro de mim. Ler sempre foi muito natural, e minha curiosidade sempre alimentou esse hábito, que acabou virando um vício saudável. Talvez seja algo “genético”, porque minha mãe sempre leu muito; havia sempre um livro na cabeceira dela. E lá em casa os livros estavam sempre à disposição, na estante. Então, num momento livre qualquer, era só pegar um, sentar num canto e me deixar levar.

lés!: A Drica escritora nasce a partir de quando?
Drica Bitarello: A escrita veio devagar, a medida que os livros que eu lia não comportavam mais minha própria imaginação. Mas posso estabelecer como marco um trabalho de Literatura que uma professora - o nome dela era Beth, nunca esqueço - passou para minha turma - 5ª ou 6ª série, não me lembro bem. Cada um de nós deveria escrever um livro, sobre o assunto que mais lhe interessasse. No fim do semestre esse livro seria apresentado numa feira, na escola. Eu levei aquilo super a sério e criei uma história de ficção científica mirabolante (como toda criança dos anos 80 eu era VI-DRA-DA em sci-fi!). No fim das contas meu livro ficou enorme, tinha capa, ilustrações e o diabo a quatro. E eu o tenho até hoje aqui comigo.

Bom, depois dessa aventura, fui desenvolvendo a escrita aos poucos. Enchia cadernos e mais cadernos com contos, enredos e até poesias. E com a chegada da Internet e dos fóruns, acabei expondo o que eu escrevia. Com a exposição, comecei a levar mais a sério a literatura e a perceber que eu realmente tinha jeito pra coisa.

lés!: Para você, Drica, escrever é uma opção ou uma necessidade?
Drica Bitarello: Hoje é uma necessidade, uma paixão, um vício. Tenho a impressão de que, se eu parar de escrever, eu vou murchar como uma planta seca. É a minha vocação.

lés!: E o ato de escrever te faz melhor como ser humano?
Drica Bitarello: Sem dúvida. Escrever amplia os horizontes, principalmente quando você lida com a História. Desenvolve seu entendimento de uma forma mais ampla, abrangente, e te faz mais tolerante com as mazelas do ser humano.

lés!: Quais foram os grandes nomes da Literatura que influenciam a sua obra?
Drica Bitarello: William Shakespeare é meu pai e minha mãe. Bebo sem pudor nenhum na fonte do velho Bill. Ninguém soube expor e explorar como ele as nuances do ser humano, suas misérias, suas mesquinharias, bem como suas qualidades e seus talentos.

Depois dele tem vários outros que me inspiram e atraem. Eça de Queiroz, Alexandre Dumas, Robert E Howard, Edgar Allan Pöe. Dos mais recentes, tem Marion Zimmer Bradley, Tariq Ali, Kate Mosse e Jan Guillou.

Na verdade, acho que tudo que eu li ao longo da vida acaba, de um jeito ou de outro, servindo como ingrediente do que eu escrevo. Como sou muito curiosa, já li de tudo um pouco, desde Sócrates, passando por Camões e acabando em Tolkien. O difícil é me segurar num gênero só!

lés!: Como é o seu processo de escrita? Quanto tempo do seu dia você se dedica a essa atividade?
Drica Bitarello: Meu processo começa sempre com a idéia, o insight inicial. Ele me dá o foco e o objetivo que eu quero atingir. A partir dele começo a desenvolver o enredo. Na maioria das vezes faço isso por tópicos, e nem sempre obedecendo a uma cronologia dentro da história que estou escrevendo. Já houve ocasiões em que eu sabia o final da história sem nem mesmo ter escrito seu começo. Quanto ao tempo dedicado, ele é variável. A média é de umas duas horas por dia. Mas quando estou de férias, ou no meio de um “surto criativo”, posso virar a madrugada escrevendo. Também acontece o contrário, de passar dias sem conseguir escrever nada, num marasmo total. Geralmente isso ocorre quando estou mentalmente cansada. Daí, até para ler fica difícil, porque a concentração vai abaixo de zero.

lés!: É fácil para você decidir o momento exato em que o texto está pronto para se publicado?
Drica Bitarello: Não. É difícil demais, porque pro autor o texto NUNCA está pronto. Eu comparo a publicação de um livro com a primeira vez em que você deixa teu filho ir pra escola sozinho. Você sabe que precisa deixá-lo ir, mas quer ir andando atrás, pra saber se vai pelo caminho certo. No fundo, quando o autor publica um texto, ele abre mão daquilo que tinha até então sobre sua obra: o controle total. É praticamente abrir mão de um reino.

lés!: Queria que você apresentasse aos leitores do lés! a “saga Radegund” e, de maneira especial, o primeiro livro, O Reino dos Céus.
Drica Bitarello: A saga Radegund é uma série de livros épicos medievais, onde quem conduz a história é Radegund. No primeiro livro ela aparece, durante boa parte do tempo, sob o disfarce de um soldado franco, que combate junto às forças cristãs na Palestina. A vida dela começa a mudar quando abre mão da solidão em que sempre viveu e estende a mão a duas pessoas em perigo. Uma jovem sarracena e um cavaleiro mestiço que serve aos cristãos. Essa jovem, Leila, é quem primeiro descobre quem é Radegund. O Reino dos Céus é ambientado entre 1187 e 1188, começando às vésperas da retomada de Jerusalém pelos muçulmanos, liderados pelo lendário sultão Saladino. Nele, além de Radegund, apresento Leila, a jovem e voluntariosa moça muçulmana, criada numa redoma pelo pai e obrigada a enfrentar a dura realidade quando a cidade cai sob o cerco do sultão; Ragnar, o mercenário norueguês, que fugiu de sua terra por guardar um perigoso segredo e Mark al-Bakkar, o cavaleiro mestiço de passado obscuro e homem de confiança do defensor de Jerusalém, Balian de Ibelin. Além das tramas paralelas, que envolvem intrigas, aventura, uma pitada de fantasia e muito romance, existe a aliança que surge entre Mark e Radegund. Uma amizade que vai se tornando cada vez mais profunda e que se entrelaça, ao longo dos seis livros da saga, a todos os outros acontecimentos.

lés!: Você ambienta suas histórias na Idade Média, uma época bem distante da nossa. Você defende a utilização da Literatura como uma forma de fuga, evasão?
Drica Bitarello: Não necessariamente. Posso ler algo sobre a Idade Média, mas que tenha um estreito relacionamento com fatos que ocorrem hoje em dia, como é o caso do próprio período das Cruzadas. Sua influência perdura até hoje e nele - e ainda mais além - estão as raízes dos conflitos atuais do Oriente Médio. Para que se tenha uma idéia, Saladino - que morreu em março de 1193 - é, ainda hoje, um herói nacional entre os muçulmanos.

Existem, claro, momentos em que você vai ler só pra se distrair, para curtir. Eu pego um romance chick-lit, por exemplo, bem basicão, e leio bem relaxada, sem maiores sobressaltos, só pra dar uma desopilada. Mas nem sempre o tipo de literatura que você consome vai definir esse objetivo, essa fuga. Creio que passa mais por você, por como você processa e entende a informação, do quanto você vai estar a fim, naquele momento, de “levar a sério” ou não.

lés!: J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Meg Cabot… O que falta para Drica Bitarello entrar para turma das grandes escritoras que fazem sucesso com o público jovem?
Drica Bitarello: Nossa, sei lá. De repente, se eu descubro, consigo entrar nesse nicho também! kkkkk

lés!: Essa preferência dos jovens pela Literatura estrangeira te causa alguma preocupação?
Drica Bitarello: Não creio que seja uma preferência, mas sim, uma saturação. O autor estrangeiro está mais presente porque já foi “testado e aprovado” lá fora. Ele vende, então, a editora investe. Lógico que, com isso, o grande público perde ótimos autores nacionais que estão aí, com seus livros na prateleira e dando um banho de talento. Nós estamos tentando mudar essa visão, e o advento da Internet e do self-publishing veio exatamente dar uma sacudida nesse marasmo. Os autores estão subindo a tona, abrindo o caminho na porrada e dizendo; “Ei, estamos aqui e apesar de vocês editores fazerem de conta que não existimos, nós vendemos sim! E muito!”.

lés!: E qual a sua relação com a Literatura nacional?
Drica Bitarello: A Literatura Nacional está presente demais na minha vida. Sou da geração que curtiu a famosa coleção Vaga-Lume, que leu Lygia Fagundes Telles, Lucília Junqueira de Almeida Pardo, Marcos Rey, entre outros. Cresci com as histórias desses autores, curti as coleções de bolso que a Ediouro lançava na década de 80. Carlos Drummond de Andrade ainda era vivo e produtivo, e não apenas uma estátua na beira da praia e referência pro vestibular. Li de tudo. Ariano Suassuna, Chico Buarque, Marcelo Rubens Paiva... Cara, é tanta coisa! Tem muito autor bom aqui no Brasil, é só fuçar nas estantes das livrarias que você encontra. E uma sugestão que eu faço é visitar o blog de nosso projeto de incentivo e divulgação dos autores nacionais, o Desafio Nacional: http://desafio-nacional.blogspot.com/.

lés!: Você disse que lia bastante na sua juventude. O que os jovens leitores de hoje têm e que os de ontem não tinham?
Drica Bitarello: A saga Crepúsculo, kkkkk! Mas, falando sério, hoje se tem mais acesso aos livros, e maior variedade a disposição. A modernização das editoras barateou os custos das publicações. Além disso, a Internet é uma via fantástica de divulgação de novos autores e pressão sobre as editoras. Quer um exemplo? J.R. Ward e a Irmandade da Adaga Negra. Os livros dela eram ilustres desconhecidos aqui no Brasil. Até que as leitoras de fóruns especializados começaram a traduzir os e-books do inglês para o português. E a coisa foi tomando vulto, foi sendo difundida, ficando famosa, até que uma editora se interessou e comprou os direitos. Os dois primeiros livros foram lançados esse ano e, provavelmente, o terceiro da saga vai sair ainda em 2010. Então, ao meu ver, os jovens leitores de hoje tem muito mais voz e influência sobre o que se publica do que os de 10, 20 anos atrás.

lés!: Queria que você me apontasse o contrário, agora. O que a Literatura de ontem trazia de bom que a de hoje não traz.
Drica Bitarello: A literatura hoje tem um fundo profundamente erótico, sensual. Os livros que eu lia na época da adolescência não tinham esse toque, eram de uma ingenuidade gritante, inocentes mesmo. Hoje, quando a sexualidade deixou de ser tabu para a maioria das pessoas, fica muito mais fácil colocar uma cena mais picante num livro do nicho jovem-adulto, que a gente chama de YA-Book. Isso, na década de 80, seria impensável.

lés!: Você consegue listar os 10 livros mais importantes na sua vida? Quais são eles?
Drica Bitarello: Uau. Acho que consigo dizer os mais marcantes.

1 - Macbeth - W. Shakespeare
2 - O Príncipe - Niccoló Macchiaveli
3 - Terra dos Homens - Antóine de Saint Exupéry
4 - Os Miseráveis - Victor Hugo
5 - O Conde de Monte Cristo - Alexandre Dumas
6 - As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley
7 - O Primo Basílio - Eça de Queiroz
8 - Agosto - Rubem Fonseca
9 - Sombras da Romãzeira - Tariq Ali
10 - Rei Lear - W. Shakespeare

lés!: Como você avalia, hoje, o ensino de Literatura nas escolas?
Drica Bitarello: Estou um pouco distante do que é usado hoje em sala de aula. Se for me basear pela escola do meu filho, que tem 10 anos, eu diria que é razoável. A escola dele tem clubes de leitura, em que as crianças trocam livros entre si e montam um blog com as impressões sobre os livros que leram. Mas não tenho uma visão ampla o suficiente para formar uma opinião. A única coisa que eu percebo é que o (mau)ensino da Língua tem comprometido a qualidade da leitura e da escrita. Isso é gritante.

lés!: Em média, quantos livros você lê por mês?
Drica Bitarello: 5 ou 6 quando estou trabalhando. Durante as férias devoro uns 15 fácil.

lés!: Existe alguma pergunta importante sobre Drica Bitarello que ainda não foi feita nesta entrevista? E se houver, obviamente, qual a resposta?
Drica Bitarello: Como foi que a Drica veio parar no blog do Zé Ricardo?
Ele errou meu nome no Skoob! kkkkkkkkk

lés!: Pra terminar, Drica, só mais uma perguntinha: Por que Literatura é show?
Drica Bitarello: Porque o livro te dá uma liberdade que nenhum outro veículo ou meio de comunicação é capaz de fornecer. E liberdade de pensamento e expressão é mais do que show, é MARA!


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