POSTAGEM 75: Manuel Bandeira: um vídeo e um poema...



Documentário de Joaquim Pedro de Andrade.
Elenco: Manuel Bandeira.

Versos de Manuel Bandeira, lidos pelo poeta, acompanham e transfiguram os gestos banais de sua rotina em seu pequeno apartamento no centro do Rio; a modéstia do seu lar, a solidão, o encontro provocado por um telefonema, o passeio matinal pelas ruas de seu bairro.



Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho ou Manuel Bandeira, poeta e ensaísta brasileiro que nasceu em Recife, Pernambuco.

Fez seus estudos secundários no Rio de Janeiro, no Colégio Pedro II, do qual seria posteriormente professor de literatura. Começou em São Paulo a carreira de engenheiro, que não terminou porque ficou doente de tuberculose, e foi recuperar-se na Suíça. Foi inspetor federal de ensino, professor de literatura latino-americana na Universidade do Brasil. Colaborou com a imprensa, preparou antologias e escreveu sobre crítica literária e história. Na Suíça conheceu o simbolismo e o pós-simbolismo francês, que influíram em seus primeiros livros, Cinzas das horas (1917) e Carnaval (1919).

Desde 1912 começou a usar em sua poesia o verso livre. Participou do modernismo de 1922. Dentro da nova estética, sua primeira obra foi Ritmo dissoluto e Libertinagem (1930), onde começou a inserir motivos e termos prosaicos na literatura.

Sua prosa conserva a variedade criadora do parnasianismo e está marcada pela paixão de viver, expressada em forma lírica e intimista. A presença do biógrafo se manifesta na interiorização de figuras familiares (Profundamente e Irene do céu).

As imagens brasileiras aparecem, por exemplo, em Evocação do Recife. Nos livros de sua matur
idade reaparece a métrica clássica e popular. Mafuá do malungo (1948) contem jogos onomásticos, dedicatórias rimadas e sátiras políticas. Merecem menção, também, os poemarios Estrela da manhã (1936), Estrela da tarde (1966), Estrela da vida inteira (1966). Sua obra em prosa abrange as Crônicas da Província do Brasil (1936), Guia de Ouro Preto (1938), Noções da História da Literatura (1940), Literatura Hispano-americana (1949), Gonçalves Dias (1952), Itinerário de Passárgada (1954) e mais 50 crônicas (1966). Morreu no Rio de Janeiro.


Fonte: Enciclopédia Encarta 2000 - Microsoft


Arte de amar (Manuel Bandeira)


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus — ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.


 
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