ANNA F!: Sobre ouvir

Olá internauta. Hoje teremos duas estreias no Literatura éshow!: a seção Folheteen, onde acompanharemos Mais um dia que morre, a instigante história dos jovens Gustavo e Izabella, que aparecerá por aqui todas as quintas-feiras e a coluna anna f!, assinada por nossa colaboradora freelancer Anna Flávia Monteiro, que tem a liberdade de escrever sobre o que quiser e quando lhe der na telha. E em todas as postagens, ao final, você nunca deve deixar de escrever seu comentário, para que cada vez mais o les! tenha a cara de quem o lê. Deixo vocês com a primeira coluna de anna f!:


SOBRE OUVIR

“Não é preciso ficar atento ou alerta para notar que há sempre uma música que toca do lado de dentro. Sempre. É um dos poucos casos em que ser extremista ao fazer uso de um termo tão forte não soa astuto demais, mas sensato, verdadeiro.

Foi pensando assim que entendi que há uma linha frágil, delicada, separando a paixão por música e a necessidade involuntária dela. De um lado, o gosto, o “fazer questão de”. Do outro, a forma inata dos sons dentro da sua alma, equilibrando-o num acorde e outro para derrubá-la no canto mais inóspito e denso do que és. Não se pode separar o que ouve do que és a essa altura, eu lhe digo. Não se é capaz, não há coragem o bastante para fazê-lo, não há como. Simplesmente não pode.

A parte interessante da fraqueza talvez esteja aí: escolher ser fraca; aceitar a condição e saber que, a qualquer segundo ou o tempo todo, há música dentro de mim. De algum modo, permanente e insistente. Obscura e intensa. Aterrorizante e derradeira. Risonha e empática. Eterna e linda. Tudo isso, mas nunca, nunca sozinha. 

E então a entrega acontece, como se deve ser. ’’

“- Não precisa ser tão rude, eu sei como é querer encontrar sem saber o que buscas.”


Para os que buscam, para os que encontram: Postcards from Italy, do tão bem-vindo Beirut, e Trouble don’t rhyme, da agraciada voz de Oren Lavie.

VÍDEO 01

VÍDEO 02 


anna f! é colaboradora freelancer do les! e escreve nesse espaço todas as quintas-feiras sempre que lhe der na telha.

 
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