Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Morris Lessmore

Vencedor do Oscar 2012 de melhor curta animado, “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” é uma homenagem às comédias de Buster Keaton, O Mágico de Oz, e o prazer de ler livros.

Mesclando diversas técnicas de animação o premiado ilustrador/autor William Joyce e o co-diretor Brandon Oldenburg criaram uma história que combina com o espírito nostálgico do Oscar desse ano, que celebrou “O Artista” e “A Invenção de Hugo Cabret”, duas cartas de amor aos pioneiros do cinema.

Confira o filme abaixo:


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Slides sobre o "conceito" de Arte e as Funções da Literatura

Abaixo, alguns slides que discutem o "conceito" de Arte e as chamadas Funções da Literatura. Aproveite! Bons estudos...





Entrevista à Revista "Espinho D'água"

Abaixo você confere a entrevista concedida pelo Professor José Ricardo Lima (editor do Literatura éshow!) à revista eletrônica "Espinho D'água". Nela, você encontra informações sobre o blogue e discussões sobre Literatura, Internet e Redes sociais.

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Slides sobre "Relações Intertextuais"

Abaixo, novos slides sobre "Relações Intertextuais". Aproveitem!




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Que período literário estamos vivendo hoje?

Algumas pessoas se perguntam, ao estudarem a história da literatura, qual é a “escola” literária que estamos vivendo nesse início de milênio. Uns pensam que ainda estamos no Modernismo, outros pensam que ele já acabou e há também aqueles que não pensam nada, pois não entendem bem essas divisões e subdivisões. Por mais problemática que seja a periodização, pivô de uma verdadeira celeuma entre os literatos, vezes ou outras recorremos a ela e até inventarem algo melhor, esta será sempre uma referência possível para estudarmos a arte da palavra.

Atentos para as constantes mudanças no contexto artístico, os historiadores preferem denominar os períodos uns trinta ou quarenta anos depois da época em que os textos foram escritos. Assim, apurado o caldo literário, pode-se diferenciar melhor o que era estilo individual (típico de cada autor) daquilo que é realmente o estilo de uma época, e ainda, definir a média literária e separá-la daqueles que servirão como ícones para os altares acadêmicos. Assim, as últimas manifestações “canonizadas” em nossa literatura foram os movimentos vanguardistas das décadas de 1950 e 1960 (Concretismo, Neoconcretismo, Poesia Práxis, Poema Processo) e a chamada Poesia Marginal dos anos 70 do século XX.  Alguns autores até fizeram investidas na produção dos anos 80, mas até agora, nada de substancial foi escrito em termos de historiografia. Muitos estudiosos preferem chamar as produções pós-1964 de “Tendências contemporâneas” e neste ambiente democrático, dão lugar a tudo e a todos. De uns tempos pra cá, começou-se utilizar também um termo escorregadio pra designar as produções de nosso tempo: a pós-modernidade.

Ainda existe muito a se falar sobre esse conceito, que como todos os outros, é superficial. Sabe-se que a expressão nasceu nos Estados Unidos, dentro da sociologia, e ganhou força, se espalhando por todo o mundo. A professora Leyla Perrone-Moisés afirma que a definição da pós-modernidade oscila, de autor a autor, entre o estabelecimento de uma periodização histórica, uma descrição de traços de estilo, ou uma enumeração de posturas filosóficas e existenciais. Além disso, os teóricos identificam frequentemente modernidade social com modernidade artística, estabelecendo uma relação direta e especular que nem sempre existiu. O que mais tem sido discutido, no pós-moderno, é o prefixo pós. Vista historicamente, a pós-modernidade, como parece indicar a partícula pós, seria o movimento estético que veio depois da modernidade e a ela se opõe. Começam aí as contradições e dificuldades conceituais. Como uma das posturas filosóficas pós-modernas consiste em negar o tempo sucessivo, progressivo e teológico, […] essa concepção histórica e dialética dos movimentos estéticos não deveria ser assumida pelos pensadores pós-modernos. (PERRONE-MOISÉS, 1998: 179-180).

Se o conceito de pós-modernidade é problemático, uma coisa é certa: o homem pós-moderno é alguém sozinho, cindido, rachado em incontáveis pedaços, multifacetado, inserido num processo amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social. (HALL, 2002: 7).

Com o tempo, teremos essas definições. À próxima geração de críticos literários — que já está nas academias, nos cursos de (pós-) graduação — caberá cumprir a missão de selecionar os autores, colocá-los nas “prateleiras” e escolher os “rótulos” que cada um terá. Mas quem sabe, até lá, as mudanças que estão se avizinhando no ensino da Literatura — a classificação por temas, e não por períodos é uma delas — realmente ganhem corpo, prevaleçam, e já não seja tão importante assim a utilização dos famigerados “ismos”, que tanto confundem a cabeça dos estudiosos dessa arte.

BIBLIOGRAFIA
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guaraciara Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Altas literaturas: escolha e valor na obra crítica de escritores modernos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

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